quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Isso é Umbanda

BLOOMI~12

Isso é Umbanda

Imagine um abraço fraterno em 360 graus: isso é Umbanda.

Imagine uma vela acesa com Fé gerando mais energia que uma central nuclear: isso é Umbanda.

Imagine Divindades, Anjos, Santos, Sábios, Magos, Gênios, Sacerdotes, Xamãs, Babalaôs, Pajés, Iogues, Iniciados, Cientistas, Curadores,

Trabalhadores da Caridade de todas as épocas e culturas voltando à Terra para restaurar a Paz e a Lei Maior: isso é Umbanda.

Imagine a última peça que falta no milenar “quebra-cabeça” que compõe a sua Alma: isso é Umbanda.

Imagine traumas, neuroses, fobias, vírus e bactérias físicas e astrais sendo dissolvidos na baforada de um cachimbo: isso é Umbanda.

Imagine a Pemba traçando e reproduzindo os Códigos Sagrados da Criação: isso é Umbanda.

Imagine o padê de Exu promovendo a harmonia entre Luz e Trevas: isso é Umbanda.

Imagine o médium descalço vestido de branco iluminando-se por dentro: isso é Umbanda.

Imagine o consulente confortado e esclarecido subindo mais um degrau evolutivo: isso é Umbanda.

Imagine o Homem servindo a Natureza e a Natureza servindo o Homem: isso é Umbanda.

Imagine o sal das lágrimas misturando-se ao sal do Mar, Ventre de Yemanjá: isso é Umbanda.

Imagine a flecha certeira de Oxossi alinhando Razão, Emoção e Ação: isso é Umbanda.

Imagine a espada de Ogum abrindo caminho no cipoal das ilusões humanas: isso é Umbanda.

Imagine o machado de Xangô aparando as arestas do Karma Planetário: isso é Umbanda.

Imagine Oxalá retirando os espinhos de teu coração e Oxum cobrindo com mel teus ferimentos: isso é Umbanda.

Agora, deixe de imaginar...

Pois tudo isso não é sonho, é realidade vivida e sentida

A toda hora, todo dia, ao som de um belo ponto cantado

No abraço do Caboclo,

No toque do Preto Velho,

Na brincadeira da Criança,

No olhar do Exu Guardião,

No sorriso do Baiano,

No balanço do Marinheiro,

No encanto da Cigana,

Na ginga do Malandro,

laço do Boiadeiro...

...meu Filho: ISSO É UMBANDA!

Mensagem do Caboclo Yguaratan recebida espiritualmente pelo médium Vanderlei Alves (Tenda de Umbanda do Caboclo Estrela do Mar) em 01/12/2010, às 01h55

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ORAÇÃO UNIVERSAL DOS ANJOS DE DEUS

 

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Anjos de Deus graças Vos dou!

Eu Vos ofereço o meu amor, assim como amo a Deus acima de tudo e ao meu próximo como a mim mesmo.

Eu Vos peço: redimi a humanidade. Mostrai a ela os caminhos do amor, do bem e da fraternidade.

Envolvei as crianças com as Vossas bênçãos de amor. Dai a elas a alegria, a paz e a abundância, preparando-lhes o corpo e a alma, para servir à bondade Divina.

Ofertai aos anciões a paz necessária para que os pensamentos destes se elevem a Deus e os seus corações possam sentir e transbordar amor, em resposta ao amor e ao amparo recebidos de seus filhos e da sociedade.

Colocai, junto a cada doente, as mãos abençoadas de um Anjo Curador, orientando aqueles que deles tratam e  minorando os seus sofrimentos.

Agasalhai os que estão nus. Transformai a fome do necessitado em conhecimento, para que ele possa obter o próprio sustento, repudiando a esmola e dedicando-se ao trabalho.

Dai aos governantes a sabedoria, a humildade construtiva, a consciência do servir e a iluminação Divina, da paz e da prosperidade. Estabelecei a justiça do amor e da sabedoria, orientando todos os seus aplicadores no reconhecimento dos atos justos.

Acabai com a violência e a maldade. Transformai em flores as armas, em trabalhadores honestos e produtivos, todos que se dedicam à criminalidade.

Conduz aqueles que vigiam para o cumprimento da lei, colocando-os no lugar certo, na hora certa, para evitarem a violência. Orientai-os a fim de que se recuperem, para a sociedade do amor e do bem, todos os condenados.

Ensinai-me a amar a natureza em sua plenitude: fauna e flora. Fazei-me defensor dos meus irmãos menores, os animais, evitando o sacrifício dos  mesmos. Fazei crescer em meu coração o amor fraterno por todos os serem viventes, indistintamente.

Amparai-me em meus trabalhos e nos meus momentos de lazer. Dai-me a saúde física e mental, para que eu possa sustentar e evoluir na orientação Divina de que necessito, para ser o mensageiro das luzes do amor e da sabedoria.

Enchei os meus ouvidos e o meu coração com as Vossas canções de harmonia, amor e alegria.Orientai-me em minhas orações, em meus rituais para Vossa invocação e na minha elevação a Deus.

Oferecei-me agora as bênçãos Divinas, de que sois portadores, do amor, da paz, da humildade, da simplicidade, da pureza e da retidão. Unamo-nos, neste momento, Eu, ser humano, e Vós, Anjos Divinos, Dando Graças a Deus, Nosso Pai, Amém!

De João Alberto Ianhez

 

terça-feira, 20 de julho de 2010

O LAMENTO DE UM PETRO VELHO

 

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Sofri no eito,
Sofri na senzala,
Quanta dô em meu peito!

Chorei, sofri,
Apanhei de todo o jeito
De sofrer quase morri
Quanta dô em meu peito!

Suor, lágrima, derramei,
De dor, de saudade, chorei,
Sob o sol, sob a chuva no eito.
Quanta dô em meu peito!

Veio a liberdade,
Ainda assim eu chorei,
De alegria é verdade.
A tristeza não deixei,
Negro é assim, não tem jeito.
Quanta dô em meu peito!

Morto, ao mundo voltei.
Ouço queixa e sofrimento
Em todos os terreiros.
É o continuar do meu lamento!


Augusto dos Anjos – Editora Nova Aguilar.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Hoje dia 13 de Maio é dia dos nossos queridos Pretos Velhos.

Preto Velho

Hoje dia 13 de Maio é dia dos nossos queridos Pretos Velhos.
O Preto Velho é uma das entidades mais carismáticas da Umbanda. É muito sábio e domina muitos elementos da natureza, é um grande especialista em ervas para chás, banhos e simpatias. O Preto Velho é uma entidade que trabalha nas leis de Oxalá. É detentor de uma linha com as sete falanges.. É uma entidade que desfaz demandas, embora pareça extremamente calmo e sereno, pois tem luz divina espiritual que emana de Deus em toda a sua plenitude. Quando se fala de preto-velho, estamos a falar de uma grande linha (grande faixa vibratória), onde espíritos afins se “Juntam” para cumprirem sua missão. Alguns desses espíritos foram ex escravos. Fazem parte também desta linha espíritos que não foram escravos nem negros, mas que por motivos de afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem a sua missão. (Velho, Vovô e Vovó) são nada mais nada menos o termo que usamos para de certa forma sinalizar a sua experiência, pois por norma sempre que pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó partimos do princípio que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo do que nós, consequentemente adquirindo assim mais experiência de vida, tendo muito mais sabedoria e coisas para contar, principalmente se essa mesma pessoa já viveu o tempo suficiente para ter aprendido a ser paciente e compreensiva. No mundo espiritual é bastante parecido, pois a grande característica dessa linha é o aconselhamento as pessoas. E é por esse motivo que dizemos carinhosamente que eles são os grandes “Psicólogos da Umbanda”. A Sua indumentária e apetrechos são na realidade bastante simples, pois apenas necessitam da atenção e da concentração do seu médium durante a consulta. Usam bengala, cachimbo, lenços, toalhas e por vezes cigarro de palha. A sua forma de incorporação é bastante compacta, sem dançar muito. A vibração começa com um peso nas costas e uma inclinação do tronco para frente, com os pés fixados no chão e depois sentam-se e praticam a sua caridade. Mas podemos encontrar alguns que se mantém em pé.preta_velha

Os Preto-Velhos dançam de forma subtil, normalmente apenas com movimentos dos ombros ou quando estão sentados, com as pernas. Ajudam-nos a compreender que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual. Existem Algumas diferenças entre Pretos Velhos, essas diferenças devem-se ao facto dos Preto-velhos serem trabalhadores de Orixás e levarem consigo para os trabalho a essência do Orixá para quem trabalham.

 
Estes são os nossos queridos Pretos Velhos, anciãos do astral, nossos protectores.
Não se esqueça deles, faça a sua oração, acenda uma vela e peça-lhes que levem essa luz para aqueles que dela necessitem.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pedido de Corrente Espiritual

 

Anjos

Peço a todos os irmãos que dentro das vossas possibilidades, façam uma CORRENTE ESPIRITUAL para uma criança que neste momento se encontra muito necessitada de ajuda espiritual.
Peço que nas vossas preces e trabalhos espirituais possam pedir auxílio, para que ela possa encontrar as melhoras, tanto físicas como espirituais.

O seu nome é Maria Clara Burger Baumann, e nasceu a 18 de Fevereiro de 2009

Eu, a REUCA e os familiares da Maria Clara agradecemos humildemente as vossas preces.

Este pedido foi feito por:
REUCA - Rede Europeia de Umbanda e Cultos Afro
Pela Dignificação das Religiões Afro Brasileiras na Europa
http://reuca-europa.ning.com

Paulo de Ogum

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Hoje dia 23 de Abril é dia de Ogum (S. Jorge)

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Salve Ogum!, Salve meu protector!

Salve meu Pai!

Abençoai-me, dai-me força, fé e esperança.

Senhor Ogum meu pai ,

Deus das guerras e das demandas,

Livrai-me de todos os empecilhos e

De todos os meus inimigos, sejam eles visíveis ou invisíveis.

Abençoai-me neste instante e sempre,

Para que as forças do mal não me atinjam.

Ogum Yê,

Cavaleiro Andante dos caminhos que percorremos.

Patacori... Ogum Yê... Ogum meu Pai,

vencedor de demandas... Ogum Saravá Ogum...

Que assim seja!

 

Meus irmãos neste dia tão importante para nós Umbandistas, quero pedir-lhes que acendam uma vela branca,

e que rezem pela Paz , pela Justiça e pela Evolução do nosso Mundo.

Vela Branca

Um abraço deste vosso amigo!!!…………………Muito Axé!!!!!!!

Paulo de Ogum

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O peso da nossa Cruz

Independentemente da nossa religião ou da nossa crença, ou mesmo da ausência delas! 
Por vezes achamos a nossa cruz muito pesada, mas talvez exista  um motivo.… faz-nos pensar!!!

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Há sempre uma razão para o peso da cruz, que cada um de nós carrega...

Se deseja aliviar o peso da sua Cruz, pratique a caridade e o Bem, verá que se sentirá melhor e mais leve, pois ajudando o seu próximo a ser feliz, será com certeza também, uma pessoa mais feliz!!!!!

Que Oxalá ilumine o vossos caminhos meus irmãos, muito….Axé!!!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Umbanda Reportagem Tvtem / Ricardo Barreira fala sobre as verdades da Umbanda/ Bauru- São Paulo

DIVERSIDADE CULTURAL - CONHECENDO A MACUMBA, UMBANDA E CANDOMBLE

Martinho da Vila Canta na Umbanda

Axé (Àse)

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Àse em Yoruba ou Axé em Português significa:
Energia, poder, força da natureza. Poder de realização através da força sobrenatural.
Também se refere ao género musical popularizado pelo carnaval baiano, a partir dos anos 90. A palavra Axé significa força mística ou energia vital vinda dos orixás. Assim, quando se deseja axé a alguém, estamos a desejar que essa pessoa seja abençoada pelos orixás, a palavra Axé também pode ser usada para se referir ao terreiro, Ilê Axé (Casa de Axé).
Assim sendo, aproveito a deixa para desejar a todos muito Axé.!!!!
Mestre Machado

Exú para Jorge Amado

EXUGUARDIÃO

Não sou preto, branco ou vermelho
Tenho as cores e formas que quiser
Não sou diabo nem santo, sou Exú!
Mando e desmando
Traço e risco
Faço e desfaço
Estou e não vou
Tiro e não dou
Sou Exú.
Passo e cruzo
Traço, misturo e arrasto o pé
Sou reboliço e Alegria
Rodo, tiro e boto,
Jogo e faço fé.
Sou nuvem, vento e poeira
Quando quero, homem e mulher
Sou das praias, e da maré.
Ocupo todos os cantos.
Sou menino, avô, maluco até
Posso ser João, Maria ou José
Sou o ponto do cruzamento.
Durmo acordado e ronco falando
Corro, grito e pulo
Faço filho assobiando
Sou argamassa
De sonho carne e areia
Sou gente sem bandeira
O espeto, meu bastão
O assento? O vento!...
Sou do mundo, nem do campo
Nem da cidade,
Não tenho idade.
Recebo e respondo pelas pontas,
Pelos chifres da nação
Sou Exú.
Sou agito, vida, acção
Sou os cornos da lua nova
A barriga da rua cheia!...
Quer mais? Não dou,
Não tô mais aqui

Autor: Jorge Amado

Laroyê Exú, Exú é Mojubá!

 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Caboclos

 

Caboclos 

Os Caboclos são entidades muito queridas na Umbanda, apresentam-se sempre como indígenas, estas entidades têm um grau espiritual muito elevado e como em todas as linhas de Umbanda, estão organizados hierarquicamente, existindo chefes de falange e subordinados.

Os caboclos são entidades muito perspicazes e são extremamente rápidos no que toca a cura de doenças, pois são grandes conhecedores das ervas, das plantas e das suas propriedades curativas.

As giras de Caboclos, transmitem as pessoas uma sensação de paz e tranquilidade, o que não é de estranhar pois o Caboclo põem todo o seu amor e bondade ao serviço das pessoas e dos seus consulentes, encorajando-as e aconselhando-as, mostrando-lhes que está ali para as ajudar e que não estão sozinhas nesta caminhada.

A palavra caboclo vem do tupi kariuóka, que significa ( da cor de cobre ). daí a associação com os índios brasileiros, de tez avermelhada, e assim a palavra caboclo passou a designar o que é próprio de bugre, do indígena brasileiro de cor acobreada. Mais tarde surgiu a designação de caboclo para o mestiço de branco com índio, o sertanejo.

Os Caboclos apresentam-se nos Terreiros de Umbanda como espíritos de adultos, com uma postura forte, de voz vibrante, estas entidades trazem as forças da natureza, são mestres na manipulação de energias para trabalhos ligados a saúde e vitalidade, também são excelentes no corte de correntes espirituais negativas.

Os Caboclos e as suas características:

  • CABOCLOS DE OXUM
    Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração (interno). Trabalham mais na ajuda as doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre muitas outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. São grandes conselheiros, tendem a dar consultas que façam pensar os consulentes; Os seus passes são de grande alívio emocional.
  • CABOCLOS DE OGUM
    A sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. São consultas directas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física e para dar ânimo.
  • CABOCLOS DE YEMANJÁ
    Incorporam de forma suave, mas mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.
  • CABOCLOS DE XANGÔ
    São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para : emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São muito directos.
  • CABOCLOS DE NANÃ
    Assim como os Preto-velhos, estes são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação é igualmente contida e não costumam dançar.
  • CABOCLOS DE IANSÃ
    São rápidos e deslocam muito o médium. São muito directos e rápidos também, muitas vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto a sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade.
  • CABOCLOS DE OXALÁ
    Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito.
  • CABOCLOS DE OXÓSSI
    São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.
  • CABOCLOS DE OBALUAÊ
    São raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de Omulú de primeira coroa possuem esses caboclos. A sua incorporação parece a de um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

Força da natureza: são naturais cultores da floresta.

Cor: variada; predomina o verde.

Saudação: “Okê Caboclo ! Okê Caboclo ! Okê Caboclo !.

A saudação é executada corporalmente, encostando energicamente o ombro direito da entidade mo ombro direito do consulente; depois o ombro esquerdo bate também no ombro esquerdo do encarnado. O gesto é um tanto brusco e rígido. Logo depois, a entidades bate vigorosamente no próprio peito do Cavalo (médium), saudando o Caboclo-Chefe do Terreiro, a entidade chefe do Templo, o Orixá Oxóssi ou até mesmo si próprio: “Salve o Caboclo Pena Branca, Cobra Coral” ou o nome que tenha. É assim que se dá conhecer.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones) - 2010

Esta é a historia de uma jovem adolescente que foi assassinada pelo seu vizinho. Mas que do Céu, tem acompanhado a vida da sua família e até mesmo a do seu próprio assassino.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

As 7 Linhas de Umbanda

Ivete Sangalo & Maria Bethania - Muito Obrigado Axé

Oração para Xangô

Xangô
Ó Xangô, Meu Pai Xangô,
Olhai por todos os que imploram pela vossa protecção,
Dai-nos a vossa Bênção meu Pai, protegei-nos de todos os nossos inimigos,
Sejam eles inimigos materiais ou espirituais e protegei-nos também dos nosso falsos amigos.
Confiamos-nos a Vós, meu Pai Xangô,
Mandai-nos do alto da vossa pedreira uma faísca do vosso raio luminoso
E que com ela venham os vossos ensinamentos, para podermos assim tratar com toda a
Serenidade e toda a justiça os nossos semelhantes.
Meu Pai Xangô,
Vós que sois advogado e representante da justiça divina,
Eu vos peço que me defendeis das injustiças dos homens desta Terra e que protegeis toda
A humanidade contra todas as desgraças e infelicidades.
Defendei e protegei todos os nossos irmãos inocentes daqueles que procuram fazer-lhes mal ou
Engana-los com as suas mentiras.
Meu Pai Xangô, ensinai a esses nossos irmãos o caminho do bem, da Fé e da caridade,
Para que pratiquem boas acções, como nos ensinou o nosso Pai Oxalá,
E para que aprendam a dar de graça o que de graça receberam.
Abençoai-me, Xangô, e protegei-me de todos os perigos do quotidiano e ajudai-me a praticar
O bem sem olhar a quem, ensinai-me a ser melhor, a ser bom e justo.
Ensinai-me meu Pai, a amar e a respeitar os meus semelhantes, tanto quanto vos amo e Respeito.
Peço-vos ainda meu Pai Xangô, protegei os meus amigos e os meus entes queridos de todo o Mal.
Que assim seja!!
Caô Cabecilê, meu Pai!!
Autor: Paulo de Oxalá

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Feliz Páscoas

Desejo a todos os meus Irmãos de fé uma Feliz Páscoa

Que Oxalá ilumine sempre os vossos caminhos, axé..!!

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

ORAÇÃO PARA IEMANJÁ - 01

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Minha protectora Iemanjá.
Enfermeira dos que sofrem,consoladora dos aflitos, conselheira dos angustiados.
Mãe de todos.
Agradeço de tantas graças que nos concedes.
Indigno-me de tua áurea luminosa.
E rendo-te minha homenagem, rainha das águas.
Que contribui caridade e amor, entre todos os seus filhos.
Eu te agradeço senhora Mãe Iemanjá, por me atender nas horas que recorro a teus poderes divinas graças te dou Iemanjá.
Pelas tuas radiações milagrosas, agradeço, dizendo, obrigado por tua protecção constante que tens proporcionando por nossos irmãos que sofrem.
Curvo-me diante de ti e rogo-me, continue dando protecção a teus devotos.
Que dedicam amor profundo.
Que tua áurea bendita continue protegendo e vibrando bondade.
De paz e saúde sobre aqueles que te ajoelham suplicando aos seus pés.
Dai-nos a tua protecção pura e conforto da alma.
Suplico nesta mensagem porque creio em teu poder imenso assim seja.
Minha mãe querida Iemanjá.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Boiadeiros

Os Boiadeiros são Entidades muito respeitadas e muito queridas na Umbanda.
Eles são a manifestação dos espíritos daqueles que outrora, levavam o gado pelas estradas do interior Brasil, habituados a trabalhar em condições muito duras e as vezes mesmo muito difíceis, o que os tornou de certa forma homens muito terra a terra, tementes a Deus e respeitadores de todos os animais e do meio ambiente.

As sua giras são inconfundíveis, o que se deve a toda a experiencia de vida que trazem consigo e todos os seus ensinamentos.

Os Boiadeiro trazem consigo todas as lições de um tempo onde outrora o respeito aos idosos, a natureza, a família e aos animais, dos dias de hoje, pois era um tempo onde existia respeito e educação, que hoje em dia tem vindo a desaparecer.

Os Boiadeiros são da corrente de Oxóssi e dos Caboclos.
Estas entidades representam a natureza simples, romântica e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de viola, enfim o Mestiço Brasileiros, filho de branco com índio, índio com negro.

boiadeiro_das_almas_da_minaDe forma geral, os Boiadeiros usam chapéu de couro com abas largas, calças arregaçadas e têm movimentos muito rápidos, costumam chegar nos terreiros com a mão direita levantada, e a girar, como se estivessem laçando, costumam também entoar “êeeee boi” como se estivessem a tocar seu rebanho.
As suas « armas espirituais » são o chicote e o laço, com eles vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e os consulentes. Os boiadeiros vão fortalecem os médiuns, para depois abrir as portas aos outros guias, tornando-se assim grandes protectores, como os Exus.

A sua saudação é: "Chetuá Boiadeiro!".

terça-feira, 30 de março de 2010

O Pai Nosso dos Templários

 

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SENHOR, perdoa me se não rezo a oração que teu filho nos ensinou, pois julgo me indigno de tão bela mensagem. Reflecti sobre esta oração e cheguei às seguintes conclusões:


Para dizer o PAI NOSSO, antes devo considerar todos os homens, independentemente de sua cor, raça, religião, posição social ou política, como meus irmãos, pois eles também são teus filhos; devo amar e proteger a natureza e os animais, pois se tu és meu pai, também és meu criador, e quem criou a mim, também criou a natureza.

Para dizer QUE ESTAIS NO CÉU, devo antes fazer uma profunda análise em minha consciência, procurando lembrar me de quantas vezes te julguei como um celestial pai, pois, na realidade, sempre vivi me preocupando com coisas materiais.


Para dizer SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME, devo antes verificar se não cometi sortilégios ao adorar outros deuses até acima de ti.

Para dizer VENHA À NÓS O VOSSO REINO, devo antes examinar minha consciência e procurar saber se não digo isto apenas por egoísmo, querendo de ti tudo, sem nada dar em troca.

Para dizer SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, devo antes buscar meu verdadeiro Ser e deixar de ser um falso Cristão, pois a tua vontade é a união fraternal de todos os seres que criaste.


Para dizer ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, devo antes deixar de ser mundano e me livrar dos desenfreados prazeres, das orgias, do orgulho e do egoísmo.

Para dizer O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE, devo antes repartir o pão que me destes com os meus irmãos mais carentes e necessitados, pois é dando que se recebe; é amando que se é amado.

Para dizer PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO TEMOS PERDOADO À QUEM NOS TEM OFENDIDO, devo antes verificar se alguma vez tornei a estender a minha mão aquele que me traiu; se alimentei àquele que me tirou o pão; se dei esperanças e acalentei àquele que me fez chorar; pois só assim terei perdoado àquele que me ofendeu.


Para dizer E NÃO NOS DEIXAI CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRA NOS DO MAL, devo antes deixar limpo o foco de meus pensamentos; amparar a mão estendida; socorrer o pedido de aflição; alimentar a boca faminta; iluminar os cegos e amparar os aleijados, ajudando a construção de um mundo melhor.


E final mente, para dizer AMÉM, deverei fazer tudo isso agradecendo ao meu Criador, cada segundo de minha vida, como a maior dádiva que poderia receber. No entanto Senhor, embora procure assim proceder, ainda não me julgo suficientemente forte, no intuito de tudo isto te prometer e cumprir. Perdoa me, Senhor meu Pai, porém minha perfeição a tanto ainda não chegou.

Autor: Desconhecido

Os Templários em Portugal

 

ORDEM TEMPLARIOS

Extinta há quase 700 anos, a Ordem do Templo é quase um mito urbano, tornado ainda mais atraente por Dan Brown em 0 Código Da Vinci.

Entre as centenas de romances pseudo-históricos publicados nos anos mais recentes, tanto entre os que contêm uma vertente fortemente esotérica como naqueles que se pretendem mais realistas, há uma presença quase constante. Referimo-nos, claro está, à famigerada Ordem do Templo, cujos membros, os célebres cavaleiros templários, dão origem aos mais diversos mitos, especialmente depois do sucesso de O Código Da Vinci, de Dan Brown.

De autênticos santos, que deram a vida para salvar de um maquiavélico Papa o Santo Graal, até membros de uma sociedade secreta, capazes dos actos mais bárbaros para angariar poder e dinheiro, já tudo se disse a respeito dos membros desta ordem.

Claro que, com tantas nuvens a ensombrar a sua existência, ninguém sabe muito bem o que era, realmente, a Ordem Militar e Religiosa dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Dela se diz ter estado na posse do Graal, de uma biblioteca onde se destacavam tomos que sobreviveram à destruição da biblioteca de Alexandria e de um tesouro incalculável. Uma tal riqueza que ainda hoje, quase 700 anos passados sobre a sua extinção, são muitos os que continuam à procura do tesouro dos templários.

Outra questão curiosa diz respeito à fulgurante ascensão da Ordem do Templo. De pequeno grupo com apenas nove membros em 1118, em menos de dois séculos transformou-se na mais poderosa organização da Europa, com propriedades em vários países e com uma capacidade financeira que lhe permitiu, até, emprestar dinheiro a monarcas. Independente das hierarquias religiosas da época, na dependência directa do Papa, a Ordem do Templo gerou tantas invejas que não admira que, quando Filipe, o Belo, rei de França, resolveu persegui-la, tenham sido muitos os que a ele se aliaram.

E ainda cedo, porém, para falarmos da extinção dos templários. Deixemos isso para o final do artigo e analisemos aquilo que se passou nestes movimentados séculos da História da Europa. Para contar a história da Ordem do Templo é necessário recuar até Março de 1095, quando Alexius 1, imperador do sacro império romano do Oriente, enviou ao Papa Urbano II um pedido de auxílio contra a ofensiva turca. Surpreendido pela missiva em pleno concílio de Piacenza, Urbano vê nele uma rara oportunidade de fazer sarar as feridas deixadas pelo grande cisma de quatro décadas antes de voltai a colocar todos os cristãos sob a alçada do papado.

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Oito meses são necessários para que o Vaticano defina a sua estratégia. Em Novembro do mesmo ano, no concílio de Clermont, Urbano profere um discurso apaixonado para nobres e sacerdotes, no qual exige o envolvimento de todos para libertar a cidade santa de Jerusalém das mãos dos infiéis turcos.

Para além dos propósitos religiosos, esta operação teria, ainda, as vantagens de reduzir a densidade populacional em França (considerada à época um grave problema) e de dar à nobreza algo com que se ocupar (as questões intestinas entre nobres eram cada vez mais frequentes e não raramente tomavam-se crimes). “Permiti que os ladrões se tomem cavaleiros! “, afirmou o sumo pontífice.

Naquele que é considerado um dos mais importantes discursos da História da Europa, o Papa logrou reunir um continente inteiro sob a mesma bandeira e com idêntico objectivo (ainda que com diversidade de razões). E assim, a 15 de Agosto de 1096, tinha início a Primeira Cruzada (embora meses antes tivessem já partido milhares de peregrinos de escassas posses, que viriam a morrer na sua quase totalidade vítimas da doença, da fome e dos ataques de saqueadores).

Encontrando pela frente um inimigo dividido e pouco organizado, a cruzada transformou-se num autêntico passeio para os nobres europeus. Ainda por cima armaduras revelavam-se virtualmente incapazes contra as armaduras e cotas de malha dos cavalei
ros, que menos de três anos após a partida estavam já a organizar o cerco à cidade santa. Em clara superioridade numérica e tecnológica, os cruzados conseguiriam tomar Jerusalém em Julho de 1099.

A tomada de Jerusalém foi extremamente sangrenta. A quase totalidade dos habitantes – muçulmanos, judeus e, até, cristãos orientais – foi massacrada. Segundo a Gesta Francorum, um livro de autor anónimo que se crê ter sido escrito por um cruzado, diz que “a carnificina foi tão grande que os nossos homens caminhavam em sangue até aos tornozelos”.

Tomada a cidade, o poder foi entregue a Godofredo de Bolhão. Depois de re cusar o título de rei, dizendo que jamais usaria uma coroa de ouro na cidade onde Nosso Senhor usara uma coroa de espinhos, viria a aceitar apenas o título de Protector do Santo Sepulcro. Infelizmente, porém, o “reinado” de Godofredo durou pouco. Uma estranha doença, que muitos consideraram consequência de um envenenamento, matá-lo-ia em 1100. Desta forma, foi o seu irmão Balduíno a assumir o poder. Sem os pruridos de Godofredo, aceitou a coroa e o trono de Jerusalém como Balduíno I.

Após a morte sem deixar descendência de Balduíno I, o reino de Jerusalém atravessou uma fase complicada. A primeira ideia foi entregar a coroa a Eustáquio, irmão mais velho de Godofredo e de Balduíno. As movimentações de Joscelin de Courtenay, porém, levaram a um volte-face. No trono acabaria Balduíno de Bourcq, primo dos dois irmãos, que reinaria como Balduíno II.

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Seria este monarca a receber, logo no seu primeiro ano no trono, a visita de Hugo de Payens que, com outros oito cavaleiros do condado de Champagne, se foi oferecer para garantir a segurança nas estradas para a Terra Santa dos peregrinos cristãos que, provenientes da Europa, pretendiam chegar a Jerusalém. Os ataques dos salteadores (não apenas muçulmanos mas, em muitos casos, também cristãos) faziam inúmeras vítimas e, apesar de múltiplas tentativas, nunca os cruzados tinham conseguido garantir a segurança da costa até à cidade santa.

Balduíno aceitou a proposta e entregou aos nove cavaleiros instalações no Monte do Templo, no local onde, diz a tradição, estariam instaladas as cavalariças do rei Salomão. A localização das suas instalações originais viria a justificar parte do nome da ordem.

Logo nos seus primórdios os mistérios começam a adensar-se em tomo dos templários. Durante os nove primeiros anos de existência da ordem, nem um só cavaleiro se alistou nas suas fileiras. Segundo os que crêem em explicações místicas, isto deveu-se ao facto de os membros originais da ordem se terem dedicado a buscas incessantes no local onde se erguera o Templo de Salomão. Levando esta possibilidade ao extremo, os templários teriam encontrado (pelo menos) parte do grande tesouro de Salomão, incluindo a Arca da Aliança, e justificando a rápida angariação da sua fortuna. Mais racional é a justificação dada pelas ordens que se dizem herdeiras dos templários – nos primeiros anos, os votos da Ordem do Templo (castidade, pobreza e obediência) desmotivavam quaisquer interessados.

É em 1127 que se assiste a um enorme progresso por parte dos templários, em grande parte devido aos esforços do abade cisterciense Bernardo de Claraval. Para além de escrever os estatutos da Ordem do Templo, com base nos da de Cister, Bernardo envia a Hugo de Payens uma carta que garantirá aos templários o apoio de toda a cristandade. Esta missiva, com o título De Laude Novae Militia (Elogio à Nova Cavalaria, em tradução livre), correria mundo e angariaria inúmeros recrutas entre a nobreza, para além de uma enorme quantidade de donativos em dinheiro e terras, provenientes de nobres que, por um ou outro motivo, não podiam juntar-se à ordem.

Por estranho que pareça, esta generosidade de nobres e monarcas para com os templários começa a fazer-se sentir em Portugal antes mesmo de Bernardo de Claraval dar início à sua campanha de marketing em favor da ordem. O historiador André Jean Paraschi, na sua História dos Templários em Portugal, admitindo a possibilidade de doações anteriores, refere a oferta, ainda em 1126 e por parte da rainha D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), da vila de Fonte Arcada, perto de Penafiel, para além de herdades, quintas e solares ofertados por outros proprietários.

Segundo o frei Bernardo da Costa, na sua História da Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo publicada em 1771, foi na Fonte Arcada que os templários instalaram a sua primeira sede em território português. Tal facto leva a colocar em dúvida a possibilidade de, nessa primeira fase, o seu principal papel ser militar – já que Penafiel ficava bastante longe da frente de combate contra os mouros.

Dois anos volvidos, a sede dos templários muda de local e, agora sim, parece ter já um papel militar. As instalações ficam, agora, no castelo de Soure, também doado por D. Teresa. Situado na confluência de três rios (Arunca, Anços e Arão, todos afluentes do Mondego), Soure funciona como guarda avançada à cidade de Coimbra. Por curiosidade, será às portas deste castelo que, em 1144, os templários sofrem uma das suas mais pesadas derrotas em Portugal, perante as tropas de Abu Zakaria, vizir de Santarém.

A lista, a partir daqui, engrossa rapidamente – muito em especial após a independência e a subida ao trono da dinastia de Borgonha. Esta simpatia dos descendentes do Conde D. Henrique pela Ordem do Templo poderá estar relacionada com a proximidade entre a nobreza da Borgonha e a de Champagne – de onde vieram os templários originais – ou com o facto de o grande ideólogo do templarismo, Bernardo de Claraval, ser ele próprio um borgonhês de nobres famílias.

Enquanto a nobreza portuguesa ia dando aos templários quintas e herdades a um ritmo alucinante, contribuindo decisivamente para o enriquecimento da ordem e para o incremento das fontes de receita, D. Afonso Henriques e os seus sucessores seguiam uma estratégia distinta: as suas doações, em terrenos ou fortificações, situavam-se em zonas estratégicas do País. Os reis reconheciam o poder militar dos templários e atribuíam-lhes funções de primeira linha de defesa contra possíveis ataques de muçulmanos ou castelhanos.

Mas os templários não se limitavam a um papel defensivo. Na maior parte das batalhas da Reconquista, os reis de Portugal puderam contar com soldados da Ordem do Templo entre as suas forças. Até durante o cerco de Lisboa, quando um exército muçulmano tentou, a partir do exterior, romper as linhas cristãs, foram os templários que estiveram nas zonas mais quentes de combate, prestando um apoio decisivo para repelir o inimigo.

Se olharmos para o mapa de possessões templárias em Portugal no final do século XII, verificaremos não apenas a grande quantidade de propriedades, mas, sobretudo, a distribuição lógica e estratégica das suas instalações militares. Pode dizer-se que Portugal foi, de facto, um dos primeiros locais onde o empório templário começou a estabelecer-se. No entanto, e ao contrário do que aconteceu noutros países (mormente em França), as relações entre a coroa e a Ordem do Templo foram sempre muito estreitas, sem que se conheçam quaisquer situações de tensão.

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Uma das mais importantes doações feitas por D. Afonso I à Ordem do Templo foi, por alturas de 1159, a do território de Nabância. Seria aqui que nasceria Tomar, considerada a mais templária de todas as cidades. Com o seu magnífico castelo e com uma das mais importantes igrejas puramente templárias erigidas no Mundo (Santa Maria do Olival), Tomar terá sido, a par de Chipre, a capital oficiosa da Ordem do Templo. A sua importância era de tal forma grande que mereceu estrutura defensiva própria – que incluía os castelos da Cardiga, de Bode, de Zêzere, de Almourol e da Sertã, para além de fortificações em Pias e Domes.

Apesar de Portugal ter sido sempre um refúgio para os templários, devido às estreitas ligações que a ordem tinha com os monarcas, a sua presença entre nós não foi sempre pacífica. Logo durante a reconquista, o primeiro bispo cristão de Lisboa, o inglês Gilberto de Hastings, tentou convencer D. Afonso Henriques a colocar travão na autonomia templária (os seus mestres não respondiam senão perante o Papa), mas os seus intentos sairiam gorados.

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Quando, a 13 de Outubro de 1307, Filipe, o Belo, rei de França, com a conivência do Papa Clemente V, logrou concretizar a extinção dos templários, vários monarcas europeus obedeceram às instruções papais. Não foi o caso de D. Dinis. O rei português exigiu, em troca, que o Vaticano o autorizasse a criar uma nova ordem militar e religiosa, que recebeu o nome de Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Temendo que, caso não acedesse à solicitação do rei português, Dinis permitisse a permanência dos templários no seu território, Clemente V aceitou. Aquele que ficou para a história como rei-poeta mas que não era, por isso, menos competente em termos políticos, não perdeu a oportunidade. Transferiu os bens templários para a novel ordem, evitando que caíssem nas mãos papais, e integrou os cavaleiros da Ordem do Templo que o desejassem na Ordem de Cristo, permitindo-lhes escapar à perseguição do Vaticano.Graças a estas medidas, Portugal manteve a capacidade militar e a cultura dos templários, ainda que agora ocultas sob outro rótulo. Seriam os templários a sugerir a plantação do Pinhal de Leiria, para drenagem das áreas pantanosas e para obter madeira para a construção de uma frota. E não foi por acaso que, quando partiram para os Descobrimentos, as naus portuguesas ostentavam nas velas a cruz templária. Mas isso são contas de outro rosário…

Fontes: http://templars.wordpress.com/os-templarios-em-portugal/

quarta-feira, 24 de março de 2010

Chico Xavier (Trailer)




O Filme sobre a vida do maior médium espírita do século XX, está sendo produzido pela Globo Filmes e a Sony Pictures.
Estreia dia 02 de Abril nos cinemas.
Não perca!!!

Trailer do filme «Nosso Lar»



Trailer do filme ''Nosso Lar'' [Brasil, 2010], com Renato Proiecto, Othon Bastos, Rosanne Mulholland, Fernando Alves Pinto. Adaptação do célebre livro psicografado por Chico Xavier. Após a morte do seu corpo físico, médico acorda no mundo espiritual, onde terá que aprender novos valores morais e vencer a saudade. Direcção de Wagner de Assis ©Fox

Yansã

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Yansã, Deusa Guerreira, Rainha dos Ventos e das Tempestades. O seus filhos são conhecidos pelo seu temperamento explosivo. O filho de Yansã , dá nas vistas por ser irrequieto e extrovertido, normalmente só a sua palavra é que conta, a dos outros pouco ou nada importa, impõe por natureza a sua vontade aos outros, chegando mesmo a ser arrogante e intolerante. Não gosta nada de ser contrariado e pouco lhe importa se tem razão ou não, pois não gosta de dialogar, mas apesar deste temperamento todo no dia a dia e em situações normais é muito alegre e decidido,mas sempre que questionado torna-se violento, chegando mesmo a ser agressivo. Dá-lhe imenso prazer contrariar todos os tipos de preconceitos, dá tudo por uma boa aventura. Não consegue disfarçar as suas alegrias ou tristezas. é muito valente, não tem medo de nada, enfrenta tudo de peito aberto. É extremamente ciumento, chega mesmo a ser egoísta porque pouco ou nada se importa se os outros sofrem com seu génio mal-humorado. Apesar de tudo é leal e decidido. A sua maior qualidade e ao mesmo tempo maior defeito é a sua franqueza, pois não é nada diplomático, o que não lhe facilita nada a vida a nível social. Se controlasse melhor o seu feitio seria muito mais feliz.
COR: Vermelho
AMALÁ : 7 velas brancas e 7 vermelhas, água mineral, acarajé ou milho em espiga coberto com mel ou ainda canjica amarela, fitas branca e vermelha e flores.
Local de Entrega: Em pedra ao lado de um rio
ERVAS : Catinga de mulata, Cordão de Frade, Gerânio Cor-de-Rosa ou Vermelho, Açúcena, Folhas de Rosa Branca, Erva de Santa Bárbara
Sincretismo:
YANSÃ – Santa Bárbara. Orixá guerreira, deusa dos raios, dos ventos e das tempestades. Liberdade, movimento e paixão pela vida é o que essa grande orixá nos traz. Saudação: Eparrei, Yansã! – significa: Salve o raio, Yansã!

terça-feira, 23 de março de 2010

Museu das Almas do Purgatório

Filme Pontos de Oxossi

A Pemba e os Pontos Riscados

Nos terreiros são usados vários instrumentos de trabalho, tais como: águas, charuto, pedras, ervas, velas, toalhas, a PEMBA. Estes instrumentos são poderosos elementos energéticos, que facilitam a acção espiritual beneficiando assim o consulente.

PembaA pemba é considerada um dos instrumentos com maior poder energético. Na Umbanda a pemba é usada antes, durante e depois das giras, é um elemento que actua em todos os sentidos e de diversas formas na Umbanda. Não é por acaso que nos referimos aos médiuns como “filhos de pemba” este instrumento é usado em todos os rituais de Umbanda, quer seja em casamentos, baptizados, cerimónias fúnebres ou mesmo nas giras.

A pemba em pó é usada para trabalhos de limpeza, harmonização ou até de descarga pois, consegue envolver todo o ambiente , todos os espíritos encarnados e desencarnados de uma forma extremamente poderosa; claro que disso depende a composição dos elementos adicionados à pemba e da forma como ela é soprada, pois o sopro tem um papel muito importante, porque o sopro também é energia.

Quando usada nos Pontos Riscados, o símbolo riscado transforma-se num Símbolo Sagrado com um grande Poder de Acção, traz consigo toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, activam ou desactivam forças astrais e da natureza, portanto têm o poder de fechar, trancar, abrir, quebrar, direccionar, harmonizar, transformar, equilibrar os Terreiros, assim como os médiuns pois actuam nos seus campos mediúnicos.Ponto riscado Exú Tiriri

A escrita mágica simbólica com seus infinitos signos e símbolos é tão antiga quanto a humanidade e são encontrados pelos arqueólogos em construções antiquíssimas, em túmulos, dentro de templos religiosos, lugares de cultos, seitas. Até porque a comunicação escrita surgiu através de símbolos, traços, pontos e não através de letras como as que usamos hoje para escrever. Portanto, essa escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda mas sim, um bem colocado à disposição da humanidade pelos povos antigos e pelos seres espirituais superiores que dela muito tem se servido no decorrer dos séculos.

A Pemba também é usada no médium como forma de Cruzamento, esse acto melhora a mediunidade, protege e potencializa o dom mediúnico. O Cruzamento com Pemba é um ritual importantíssimo utilizado na Umbanda . Sabemos que um médium de incorporação antes de iniciar seus trabalhos espirituais tem que ser cruzado abrindo e fechando canais energéticos, magnéticos e divinos.

Não podemos esquecer que simbolicamente a PEMBA é a caneta da Umbanda, e que é com ela que registamos todas as nossas acções no Livro Sagrado da Lei.

COMO ERA FABRICADA A PEMBA
Era privilégio do sacerdote mais velho da tribo a direcção dos trabalhos da fabricação da pemba, esta era feita por moças virgens em completo jejum presididas pelo sacerdote, que durante a fabricação não podia tomar alimento de espécie alguma nem beber água, apenas fumava o seu cachimbo, que era considerado sagrado. Durante três dias e três noites e às vezes mais, era trabalhada a pemba, acompanhada por música de Congo, as virgens cantavam sem cessar preces à Virgem, para que ela transmitisse todas as suas virtudes às virgens. Depois de pronta a pemba era posta a secar sem que apanhe sol, guardada num terreno por virgens e guardas indígenas que impediam que algum ladrão viesse a se apoderar de algumas. Isto feito, a pemba era guardada em vasilhas de palha para serem utilizadas nas grandes cerimonias.

Trechos retirados da apostila “PONTO RISCADO & PEMBA NA UMBANDA”, material didáctico que pertence ao grupo de estudo Ponto Riscado e Pemba na Umbanda ministrado por mãe Mónica Caraccio no Centro Cultural e Social de Umbanda Carismática