quarta-feira, 31 de março de 2010

Boiadeiros

Os Boiadeiros são Entidades muito respeitadas e muito queridas na Umbanda.
Eles são a manifestação dos espíritos daqueles que outrora, levavam o gado pelas estradas do interior Brasil, habituados a trabalhar em condições muito duras e as vezes mesmo muito difíceis, o que os tornou de certa forma homens muito terra a terra, tementes a Deus e respeitadores de todos os animais e do meio ambiente.

As sua giras são inconfundíveis, o que se deve a toda a experiencia de vida que trazem consigo e todos os seus ensinamentos.

Os Boiadeiro trazem consigo todas as lições de um tempo onde outrora o respeito aos idosos, a natureza, a família e aos animais, dos dias de hoje, pois era um tempo onde existia respeito e educação, que hoje em dia tem vindo a desaparecer.

Os Boiadeiros são da corrente de Oxóssi e dos Caboclos.
Estas entidades representam a natureza simples, romântica e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de viola, enfim o Mestiço Brasileiros, filho de branco com índio, índio com negro.

boiadeiro_das_almas_da_minaDe forma geral, os Boiadeiros usam chapéu de couro com abas largas, calças arregaçadas e têm movimentos muito rápidos, costumam chegar nos terreiros com a mão direita levantada, e a girar, como se estivessem laçando, costumam também entoar “êeeee boi” como se estivessem a tocar seu rebanho.
As suas « armas espirituais » são o chicote e o laço, com eles vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e os consulentes. Os boiadeiros vão fortalecem os médiuns, para depois abrir as portas aos outros guias, tornando-se assim grandes protectores, como os Exus.

A sua saudação é: "Chetuá Boiadeiro!".

terça-feira, 30 de março de 2010

O Pai Nosso dos Templários

 

Templ

SENHOR, perdoa me se não rezo a oração que teu filho nos ensinou, pois julgo me indigno de tão bela mensagem. Reflecti sobre esta oração e cheguei às seguintes conclusões:


Para dizer o PAI NOSSO, antes devo considerar todos os homens, independentemente de sua cor, raça, religião, posição social ou política, como meus irmãos, pois eles também são teus filhos; devo amar e proteger a natureza e os animais, pois se tu és meu pai, também és meu criador, e quem criou a mim, também criou a natureza.

Para dizer QUE ESTAIS NO CÉU, devo antes fazer uma profunda análise em minha consciência, procurando lembrar me de quantas vezes te julguei como um celestial pai, pois, na realidade, sempre vivi me preocupando com coisas materiais.


Para dizer SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME, devo antes verificar se não cometi sortilégios ao adorar outros deuses até acima de ti.

Para dizer VENHA À NÓS O VOSSO REINO, devo antes examinar minha consciência e procurar saber se não digo isto apenas por egoísmo, querendo de ti tudo, sem nada dar em troca.

Para dizer SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, devo antes buscar meu verdadeiro Ser e deixar de ser um falso Cristão, pois a tua vontade é a união fraternal de todos os seres que criaste.


Para dizer ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, devo antes deixar de ser mundano e me livrar dos desenfreados prazeres, das orgias, do orgulho e do egoísmo.

Para dizer O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE, devo antes repartir o pão que me destes com os meus irmãos mais carentes e necessitados, pois é dando que se recebe; é amando que se é amado.

Para dizer PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO TEMOS PERDOADO À QUEM NOS TEM OFENDIDO, devo antes verificar se alguma vez tornei a estender a minha mão aquele que me traiu; se alimentei àquele que me tirou o pão; se dei esperanças e acalentei àquele que me fez chorar; pois só assim terei perdoado àquele que me ofendeu.


Para dizer E NÃO NOS DEIXAI CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRA NOS DO MAL, devo antes deixar limpo o foco de meus pensamentos; amparar a mão estendida; socorrer o pedido de aflição; alimentar a boca faminta; iluminar os cegos e amparar os aleijados, ajudando a construção de um mundo melhor.


E final mente, para dizer AMÉM, deverei fazer tudo isso agradecendo ao meu Criador, cada segundo de minha vida, como a maior dádiva que poderia receber. No entanto Senhor, embora procure assim proceder, ainda não me julgo suficientemente forte, no intuito de tudo isto te prometer e cumprir. Perdoa me, Senhor meu Pai, porém minha perfeição a tanto ainda não chegou.

Autor: Desconhecido

Os Templários em Portugal

 

ORDEM TEMPLARIOS

Extinta há quase 700 anos, a Ordem do Templo é quase um mito urbano, tornado ainda mais atraente por Dan Brown em 0 Código Da Vinci.

Entre as centenas de romances pseudo-históricos publicados nos anos mais recentes, tanto entre os que contêm uma vertente fortemente esotérica como naqueles que se pretendem mais realistas, há uma presença quase constante. Referimo-nos, claro está, à famigerada Ordem do Templo, cujos membros, os célebres cavaleiros templários, dão origem aos mais diversos mitos, especialmente depois do sucesso de O Código Da Vinci, de Dan Brown.

De autênticos santos, que deram a vida para salvar de um maquiavélico Papa o Santo Graal, até membros de uma sociedade secreta, capazes dos actos mais bárbaros para angariar poder e dinheiro, já tudo se disse a respeito dos membros desta ordem.

Claro que, com tantas nuvens a ensombrar a sua existência, ninguém sabe muito bem o que era, realmente, a Ordem Militar e Religiosa dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Dela se diz ter estado na posse do Graal, de uma biblioteca onde se destacavam tomos que sobreviveram à destruição da biblioteca de Alexandria e de um tesouro incalculável. Uma tal riqueza que ainda hoje, quase 700 anos passados sobre a sua extinção, são muitos os que continuam à procura do tesouro dos templários.

Outra questão curiosa diz respeito à fulgurante ascensão da Ordem do Templo. De pequeno grupo com apenas nove membros em 1118, em menos de dois séculos transformou-se na mais poderosa organização da Europa, com propriedades em vários países e com uma capacidade financeira que lhe permitiu, até, emprestar dinheiro a monarcas. Independente das hierarquias religiosas da época, na dependência directa do Papa, a Ordem do Templo gerou tantas invejas que não admira que, quando Filipe, o Belo, rei de França, resolveu persegui-la, tenham sido muitos os que a ele se aliaram.

E ainda cedo, porém, para falarmos da extinção dos templários. Deixemos isso para o final do artigo e analisemos aquilo que se passou nestes movimentados séculos da História da Europa. Para contar a história da Ordem do Templo é necessário recuar até Março de 1095, quando Alexius 1, imperador do sacro império romano do Oriente, enviou ao Papa Urbano II um pedido de auxílio contra a ofensiva turca. Surpreendido pela missiva em pleno concílio de Piacenza, Urbano vê nele uma rara oportunidade de fazer sarar as feridas deixadas pelo grande cisma de quatro décadas antes de voltai a colocar todos os cristãos sob a alçada do papado.

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Oito meses são necessários para que o Vaticano defina a sua estratégia. Em Novembro do mesmo ano, no concílio de Clermont, Urbano profere um discurso apaixonado para nobres e sacerdotes, no qual exige o envolvimento de todos para libertar a cidade santa de Jerusalém das mãos dos infiéis turcos.

Para além dos propósitos religiosos, esta operação teria, ainda, as vantagens de reduzir a densidade populacional em França (considerada à época um grave problema) e de dar à nobreza algo com que se ocupar (as questões intestinas entre nobres eram cada vez mais frequentes e não raramente tomavam-se crimes). “Permiti que os ladrões se tomem cavaleiros! “, afirmou o sumo pontífice.

Naquele que é considerado um dos mais importantes discursos da História da Europa, o Papa logrou reunir um continente inteiro sob a mesma bandeira e com idêntico objectivo (ainda que com diversidade de razões). E assim, a 15 de Agosto de 1096, tinha início a Primeira Cruzada (embora meses antes tivessem já partido milhares de peregrinos de escassas posses, que viriam a morrer na sua quase totalidade vítimas da doença, da fome e dos ataques de saqueadores).

Encontrando pela frente um inimigo dividido e pouco organizado, a cruzada transformou-se num autêntico passeio para os nobres europeus. Ainda por cima armaduras revelavam-se virtualmente incapazes contra as armaduras e cotas de malha dos cavalei
ros, que menos de três anos após a partida estavam já a organizar o cerco à cidade santa. Em clara superioridade numérica e tecnológica, os cruzados conseguiriam tomar Jerusalém em Julho de 1099.

A tomada de Jerusalém foi extremamente sangrenta. A quase totalidade dos habitantes – muçulmanos, judeus e, até, cristãos orientais – foi massacrada. Segundo a Gesta Francorum, um livro de autor anónimo que se crê ter sido escrito por um cruzado, diz que “a carnificina foi tão grande que os nossos homens caminhavam em sangue até aos tornozelos”.

Tomada a cidade, o poder foi entregue a Godofredo de Bolhão. Depois de re cusar o título de rei, dizendo que jamais usaria uma coroa de ouro na cidade onde Nosso Senhor usara uma coroa de espinhos, viria a aceitar apenas o título de Protector do Santo Sepulcro. Infelizmente, porém, o “reinado” de Godofredo durou pouco. Uma estranha doença, que muitos consideraram consequência de um envenenamento, matá-lo-ia em 1100. Desta forma, foi o seu irmão Balduíno a assumir o poder. Sem os pruridos de Godofredo, aceitou a coroa e o trono de Jerusalém como Balduíno I.

Após a morte sem deixar descendência de Balduíno I, o reino de Jerusalém atravessou uma fase complicada. A primeira ideia foi entregar a coroa a Eustáquio, irmão mais velho de Godofredo e de Balduíno. As movimentações de Joscelin de Courtenay, porém, levaram a um volte-face. No trono acabaria Balduíno de Bourcq, primo dos dois irmãos, que reinaria como Balduíno II.

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Seria este monarca a receber, logo no seu primeiro ano no trono, a visita de Hugo de Payens que, com outros oito cavaleiros do condado de Champagne, se foi oferecer para garantir a segurança nas estradas para a Terra Santa dos peregrinos cristãos que, provenientes da Europa, pretendiam chegar a Jerusalém. Os ataques dos salteadores (não apenas muçulmanos mas, em muitos casos, também cristãos) faziam inúmeras vítimas e, apesar de múltiplas tentativas, nunca os cruzados tinham conseguido garantir a segurança da costa até à cidade santa.

Balduíno aceitou a proposta e entregou aos nove cavaleiros instalações no Monte do Templo, no local onde, diz a tradição, estariam instaladas as cavalariças do rei Salomão. A localização das suas instalações originais viria a justificar parte do nome da ordem.

Logo nos seus primórdios os mistérios começam a adensar-se em tomo dos templários. Durante os nove primeiros anos de existência da ordem, nem um só cavaleiro se alistou nas suas fileiras. Segundo os que crêem em explicações místicas, isto deveu-se ao facto de os membros originais da ordem se terem dedicado a buscas incessantes no local onde se erguera o Templo de Salomão. Levando esta possibilidade ao extremo, os templários teriam encontrado (pelo menos) parte do grande tesouro de Salomão, incluindo a Arca da Aliança, e justificando a rápida angariação da sua fortuna. Mais racional é a justificação dada pelas ordens que se dizem herdeiras dos templários – nos primeiros anos, os votos da Ordem do Templo (castidade, pobreza e obediência) desmotivavam quaisquer interessados.

É em 1127 que se assiste a um enorme progresso por parte dos templários, em grande parte devido aos esforços do abade cisterciense Bernardo de Claraval. Para além de escrever os estatutos da Ordem do Templo, com base nos da de Cister, Bernardo envia a Hugo de Payens uma carta que garantirá aos templários o apoio de toda a cristandade. Esta missiva, com o título De Laude Novae Militia (Elogio à Nova Cavalaria, em tradução livre), correria mundo e angariaria inúmeros recrutas entre a nobreza, para além de uma enorme quantidade de donativos em dinheiro e terras, provenientes de nobres que, por um ou outro motivo, não podiam juntar-se à ordem.

Por estranho que pareça, esta generosidade de nobres e monarcas para com os templários começa a fazer-se sentir em Portugal antes mesmo de Bernardo de Claraval dar início à sua campanha de marketing em favor da ordem. O historiador André Jean Paraschi, na sua História dos Templários em Portugal, admitindo a possibilidade de doações anteriores, refere a oferta, ainda em 1126 e por parte da rainha D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), da vila de Fonte Arcada, perto de Penafiel, para além de herdades, quintas e solares ofertados por outros proprietários.

Segundo o frei Bernardo da Costa, na sua História da Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo publicada em 1771, foi na Fonte Arcada que os templários instalaram a sua primeira sede em território português. Tal facto leva a colocar em dúvida a possibilidade de, nessa primeira fase, o seu principal papel ser militar – já que Penafiel ficava bastante longe da frente de combate contra os mouros.

Dois anos volvidos, a sede dos templários muda de local e, agora sim, parece ter já um papel militar. As instalações ficam, agora, no castelo de Soure, também doado por D. Teresa. Situado na confluência de três rios (Arunca, Anços e Arão, todos afluentes do Mondego), Soure funciona como guarda avançada à cidade de Coimbra. Por curiosidade, será às portas deste castelo que, em 1144, os templários sofrem uma das suas mais pesadas derrotas em Portugal, perante as tropas de Abu Zakaria, vizir de Santarém.

A lista, a partir daqui, engrossa rapidamente – muito em especial após a independência e a subida ao trono da dinastia de Borgonha. Esta simpatia dos descendentes do Conde D. Henrique pela Ordem do Templo poderá estar relacionada com a proximidade entre a nobreza da Borgonha e a de Champagne – de onde vieram os templários originais – ou com o facto de o grande ideólogo do templarismo, Bernardo de Claraval, ser ele próprio um borgonhês de nobres famílias.

Enquanto a nobreza portuguesa ia dando aos templários quintas e herdades a um ritmo alucinante, contribuindo decisivamente para o enriquecimento da ordem e para o incremento das fontes de receita, D. Afonso Henriques e os seus sucessores seguiam uma estratégia distinta: as suas doações, em terrenos ou fortificações, situavam-se em zonas estratégicas do País. Os reis reconheciam o poder militar dos templários e atribuíam-lhes funções de primeira linha de defesa contra possíveis ataques de muçulmanos ou castelhanos.

Mas os templários não se limitavam a um papel defensivo. Na maior parte das batalhas da Reconquista, os reis de Portugal puderam contar com soldados da Ordem do Templo entre as suas forças. Até durante o cerco de Lisboa, quando um exército muçulmano tentou, a partir do exterior, romper as linhas cristãs, foram os templários que estiveram nas zonas mais quentes de combate, prestando um apoio decisivo para repelir o inimigo.

Se olharmos para o mapa de possessões templárias em Portugal no final do século XII, verificaremos não apenas a grande quantidade de propriedades, mas, sobretudo, a distribuição lógica e estratégica das suas instalações militares. Pode dizer-se que Portugal foi, de facto, um dos primeiros locais onde o empório templário começou a estabelecer-se. No entanto, e ao contrário do que aconteceu noutros países (mormente em França), as relações entre a coroa e a Ordem do Templo foram sempre muito estreitas, sem que se conheçam quaisquer situações de tensão.

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Uma das mais importantes doações feitas por D. Afonso I à Ordem do Templo foi, por alturas de 1159, a do território de Nabância. Seria aqui que nasceria Tomar, considerada a mais templária de todas as cidades. Com o seu magnífico castelo e com uma das mais importantes igrejas puramente templárias erigidas no Mundo (Santa Maria do Olival), Tomar terá sido, a par de Chipre, a capital oficiosa da Ordem do Templo. A sua importância era de tal forma grande que mereceu estrutura defensiva própria – que incluía os castelos da Cardiga, de Bode, de Zêzere, de Almourol e da Sertã, para além de fortificações em Pias e Domes.

Apesar de Portugal ter sido sempre um refúgio para os templários, devido às estreitas ligações que a ordem tinha com os monarcas, a sua presença entre nós não foi sempre pacífica. Logo durante a reconquista, o primeiro bispo cristão de Lisboa, o inglês Gilberto de Hastings, tentou convencer D. Afonso Henriques a colocar travão na autonomia templária (os seus mestres não respondiam senão perante o Papa), mas os seus intentos sairiam gorados.

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Quando, a 13 de Outubro de 1307, Filipe, o Belo, rei de França, com a conivência do Papa Clemente V, logrou concretizar a extinção dos templários, vários monarcas europeus obedeceram às instruções papais. Não foi o caso de D. Dinis. O rei português exigiu, em troca, que o Vaticano o autorizasse a criar uma nova ordem militar e religiosa, que recebeu o nome de Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Temendo que, caso não acedesse à solicitação do rei português, Dinis permitisse a permanência dos templários no seu território, Clemente V aceitou. Aquele que ficou para a história como rei-poeta mas que não era, por isso, menos competente em termos políticos, não perdeu a oportunidade. Transferiu os bens templários para a novel ordem, evitando que caíssem nas mãos papais, e integrou os cavaleiros da Ordem do Templo que o desejassem na Ordem de Cristo, permitindo-lhes escapar à perseguição do Vaticano.Graças a estas medidas, Portugal manteve a capacidade militar e a cultura dos templários, ainda que agora ocultas sob outro rótulo. Seriam os templários a sugerir a plantação do Pinhal de Leiria, para drenagem das áreas pantanosas e para obter madeira para a construção de uma frota. E não foi por acaso que, quando partiram para os Descobrimentos, as naus portuguesas ostentavam nas velas a cruz templária. Mas isso são contas de outro rosário…

Fontes: http://templars.wordpress.com/os-templarios-em-portugal/

quarta-feira, 24 de março de 2010

Chico Xavier (Trailer)




O Filme sobre a vida do maior médium espírita do século XX, está sendo produzido pela Globo Filmes e a Sony Pictures.
Estreia dia 02 de Abril nos cinemas.
Não perca!!!

Trailer do filme «Nosso Lar»



Trailer do filme ''Nosso Lar'' [Brasil, 2010], com Renato Proiecto, Othon Bastos, Rosanne Mulholland, Fernando Alves Pinto. Adaptação do célebre livro psicografado por Chico Xavier. Após a morte do seu corpo físico, médico acorda no mundo espiritual, onde terá que aprender novos valores morais e vencer a saudade. Direcção de Wagner de Assis ©Fox

Yansã

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Yansã, Deusa Guerreira, Rainha dos Ventos e das Tempestades. O seus filhos são conhecidos pelo seu temperamento explosivo. O filho de Yansã , dá nas vistas por ser irrequieto e extrovertido, normalmente só a sua palavra é que conta, a dos outros pouco ou nada importa, impõe por natureza a sua vontade aos outros, chegando mesmo a ser arrogante e intolerante. Não gosta nada de ser contrariado e pouco lhe importa se tem razão ou não, pois não gosta de dialogar, mas apesar deste temperamento todo no dia a dia e em situações normais é muito alegre e decidido,mas sempre que questionado torna-se violento, chegando mesmo a ser agressivo. Dá-lhe imenso prazer contrariar todos os tipos de preconceitos, dá tudo por uma boa aventura. Não consegue disfarçar as suas alegrias ou tristezas. é muito valente, não tem medo de nada, enfrenta tudo de peito aberto. É extremamente ciumento, chega mesmo a ser egoísta porque pouco ou nada se importa se os outros sofrem com seu génio mal-humorado. Apesar de tudo é leal e decidido. A sua maior qualidade e ao mesmo tempo maior defeito é a sua franqueza, pois não é nada diplomático, o que não lhe facilita nada a vida a nível social. Se controlasse melhor o seu feitio seria muito mais feliz.
COR: Vermelho
AMALÁ : 7 velas brancas e 7 vermelhas, água mineral, acarajé ou milho em espiga coberto com mel ou ainda canjica amarela, fitas branca e vermelha e flores.
Local de Entrega: Em pedra ao lado de um rio
ERVAS : Catinga de mulata, Cordão de Frade, Gerânio Cor-de-Rosa ou Vermelho, Açúcena, Folhas de Rosa Branca, Erva de Santa Bárbara
Sincretismo:
YANSÃ – Santa Bárbara. Orixá guerreira, deusa dos raios, dos ventos e das tempestades. Liberdade, movimento e paixão pela vida é o que essa grande orixá nos traz. Saudação: Eparrei, Yansã! – significa: Salve o raio, Yansã!

terça-feira, 23 de março de 2010

Museu das Almas do Purgatório

Filme Pontos de Oxossi

A Pemba e os Pontos Riscados

Nos terreiros são usados vários instrumentos de trabalho, tais como: águas, charuto, pedras, ervas, velas, toalhas, a PEMBA. Estes instrumentos são poderosos elementos energéticos, que facilitam a acção espiritual beneficiando assim o consulente.

PembaA pemba é considerada um dos instrumentos com maior poder energético. Na Umbanda a pemba é usada antes, durante e depois das giras, é um elemento que actua em todos os sentidos e de diversas formas na Umbanda. Não é por acaso que nos referimos aos médiuns como “filhos de pemba” este instrumento é usado em todos os rituais de Umbanda, quer seja em casamentos, baptizados, cerimónias fúnebres ou mesmo nas giras.

A pemba em pó é usada para trabalhos de limpeza, harmonização ou até de descarga pois, consegue envolver todo o ambiente , todos os espíritos encarnados e desencarnados de uma forma extremamente poderosa; claro que disso depende a composição dos elementos adicionados à pemba e da forma como ela é soprada, pois o sopro tem um papel muito importante, porque o sopro também é energia.

Quando usada nos Pontos Riscados, o símbolo riscado transforma-se num Símbolo Sagrado com um grande Poder de Acção, traz consigo toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, activam ou desactivam forças astrais e da natureza, portanto têm o poder de fechar, trancar, abrir, quebrar, direccionar, harmonizar, transformar, equilibrar os Terreiros, assim como os médiuns pois actuam nos seus campos mediúnicos.Ponto riscado Exú Tiriri

A escrita mágica simbólica com seus infinitos signos e símbolos é tão antiga quanto a humanidade e são encontrados pelos arqueólogos em construções antiquíssimas, em túmulos, dentro de templos religiosos, lugares de cultos, seitas. Até porque a comunicação escrita surgiu através de símbolos, traços, pontos e não através de letras como as que usamos hoje para escrever. Portanto, essa escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda mas sim, um bem colocado à disposição da humanidade pelos povos antigos e pelos seres espirituais superiores que dela muito tem se servido no decorrer dos séculos.

A Pemba também é usada no médium como forma de Cruzamento, esse acto melhora a mediunidade, protege e potencializa o dom mediúnico. O Cruzamento com Pemba é um ritual importantíssimo utilizado na Umbanda . Sabemos que um médium de incorporação antes de iniciar seus trabalhos espirituais tem que ser cruzado abrindo e fechando canais energéticos, magnéticos e divinos.

Não podemos esquecer que simbolicamente a PEMBA é a caneta da Umbanda, e que é com ela que registamos todas as nossas acções no Livro Sagrado da Lei.

COMO ERA FABRICADA A PEMBA
Era privilégio do sacerdote mais velho da tribo a direcção dos trabalhos da fabricação da pemba, esta era feita por moças virgens em completo jejum presididas pelo sacerdote, que durante a fabricação não podia tomar alimento de espécie alguma nem beber água, apenas fumava o seu cachimbo, que era considerado sagrado. Durante três dias e três noites e às vezes mais, era trabalhada a pemba, acompanhada por música de Congo, as virgens cantavam sem cessar preces à Virgem, para que ela transmitisse todas as suas virtudes às virgens. Depois de pronta a pemba era posta a secar sem que apanhe sol, guardada num terreno por virgens e guardas indígenas que impediam que algum ladrão viesse a se apoderar de algumas. Isto feito, a pemba era guardada em vasilhas de palha para serem utilizadas nas grandes cerimonias.

Trechos retirados da apostila “PONTO RISCADO & PEMBA NA UMBANDA”, material didáctico que pertence ao grupo de estudo Ponto Riscado e Pemba na Umbanda ministrado por mãe Mónica Caraccio no Centro Cultural e Social de Umbanda Carismática

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sérgio Kunio Kawanami é pai-de-santo


Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1230755-7822-SERGIO+KUNIO+KAWANAMI+E+PAIDESANTO,00.html

Babalorixá Kawanami explica as diferenças entre umbanda e candomblé

Fonte:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1230758-7822-BABALORIXA+KUWANAMI+EXPLICA+AS+DIFERENCAS+ENTRE+UMBANDA+E+CANDOMBLE,00.html

sábado, 13 de março de 2010

Exorcista do Papa diz que Satanás está no Vaticano

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- "Os escândalos sexuais na Igreja Católica são uma prova constante de que o diabo se infiltrou no Vaticano", revelou o exorcista chefe da Santa Sede. - "Manipulações satânicas têm provocado lutas de poder no Vaticano deram lugar a cardeais que não crêem em Jesus, e a bispos que estão relacionados com o demónio"

quinta-feira, 4 de março de 2010

CAMPO MEDIÚNICO

obecessor O campo mediúnico também conhecido por Campo Electromagnético e o qual não devemos confundir com a aura. A função deste campo é a de captar as energias Etéricas e fazer a ligação com o Plano Espiritual. Está situado no chacra coronário espalhando-se a volta do corpo. É no campo mediúnico que estão localizadas as ligações com o plano espiritual e as energias etéricas, que tanto podem ser boas como más dependendo do estado mental em que se encontra o Ser, ou seja se uma pessoa estiver num estado mental positivo essa energia irá se reflectir no seu campo mediúnico de forma automática e irá atrair a si espíritos de energia positiva, mas se essa pessoa estiver num estado mental negativo irá atrair espíritos negativos. O que não é nenhum mistério, mas sim a lei! A famosa Lei da Afinidade , Lei esta que muitas vezes é tão mal compreendida pelas pessoas. Todas as pessoas, independentemente do tipo de mediunidade, têm um Campo Mediúnico, campo este que muitas vezes está sobrecarregado de energias etéricas negativas.As Defumações na Umbanda, descarregam o cam­po mediúnico e utilizam as suas vibra­ções, tornando-o receptivo às energias de ordem positiva.

Propriedades do Campo Mediúnico:

- Receptor das energias subtis ambientais ou de espíritos

- Protector contra investidas de baixas vibrações

- Serve como suporte básico para o desenvolvimento constante da mediunidade

quarta-feira, 3 de março de 2010

Oxum

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Oxum é também o nome de um rio em Oxogbô, região da Nigéria, em Ijexá. É considerado a morada mítica da desta Orixá. Oxum é a dona da água doce, de todos os rios e cachoeiras . Portanto o seu elemento é a água. Oxum é conhecida pela sua delicadeza. As lendas adornam-na com ricas vestes e objectos de uso pessoal, a sua imagem é quase sempre associada a maternidade, sendo comum ser invocada com a expressão “Mamãe Oxum”.
À Oxum pertence o ventre da mulher e em simultâneo a fecundidade, razão pela qual as crianças lhe pertencem. A maternidade é sua grande força, até porque se uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Orixá Oxum que se pede ajuda. Oxum é essencialmente o Orixá das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto.
Desempenha uma função de extrema importância nos ritos de iniciação, que são a gestação e o nascimento. Orixá da maternidade, ama as crianças, protege a vida e tem funções de cura.
Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Fecundidade e fertilidade são por extensão, abundância e fartura e num sentido mais amplo, a fertilidade irá actuar no campo das ideias, despertando a criatividade do ser humano, que possibilitará o seu desenvolvimento. Oxum é o orixá da riqueza – dona do ouro, fruto das entranhas da terra. É alegre, risonha, cheia de dengos, inteligente, mulher-menina que brinca de boneca, e mulher-sábia, generosa e compassiva, que nunca se enfurece. Elegante, cheia de jóias, é a rainha que nada recusa, tudo dá. Tem o título de iyalodê entre os povos yorubá: aquela que comanda as mulheres na cidade, arbitra litígios e é responsável pela boa ordem na feira.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo a sua responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação até o momento do parto, onde Yemanjá ampara a cabeça da criança e a entrega aos seus Pais e Mães de cabeça. Oxum continua ainda zelando pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
É o orixá do amor, Oxum é extremamente sedutora. Na mitologia dos orixás ela se apresenta com características específicas, que a tornam bastante popular nos cultos de origem negra e também nas manifestações artísticas sobre essa religiosidade. O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objectivos, ainda que através de actos extremos contra quem está em seu caminho. Ela lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. O seu maior desejo, no entanto é ser amada, o que a faz correr grandes riscos, assumindo tarefas difíceis pelo bem da colectividade. Nas suas aventuras, este orixá é tanto uma brava guerreira, pronta para qualquer confronto, como a frágil e sensual ninfa amorosa. Determinação, malícia para ludibriar os inimigos, ternura para com seus queridos, Oxum é, sobretudo a deusa do amor.
Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a musa que dança nos terreiros de espelho em punho para reflectir sua beleza estonteante é tão amada quanto à divina mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa a seus filhos. Por todos os seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro.
A face de Oxum é esperada ansiosamente por sua mãe, que para engravidar leva ebó (oferenda) ao rio. E tal desespero não é o de Iemanjá ao ver sua filhinha sangrar logo após nascer. Para cura-la a mãe mobiliza Ogum, que recorre ao curandeiro Ossãe, afinal a primeira e tão querida filha de Iemanjá não podia morrer. Filha mimada, Oxum é guardada por Orumilá, que a cria.
Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.
Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo em que é cheia de paixão e busca objectivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebés.Começa antes, até, na própria fecundação, na génese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a actividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão místico Iorubano.
Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás Iorubas que absolutamente não gosta da guerra. Ela estimula a união matrimonial, e favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material. Actua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.
Tudo que sai da boca dos filhos da Oxum deve ser levado em conta, pois eles têm o poder da palavra, ensinando feitiços ou revelando presságios.
Desempenha importante papel no jogo de búzios, pois à ela quem formula as perguntas que Exú responde.
No Candomblé, quando Oxum dança traz na mão uma espada e um espelho, revelando-se em sua condição de guerreira da sedução. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias e pulseiras, tudo isso num movimento lânguido e provocante.
Características:
Cor: Amarelo (em algumas casas: Azul)
Fio de Contas: Amarelo. (Em algumas casas: Azul)
Ervas: Colónia, Macaçá, Oriri, Santa Luzia, Oripepê, Pingo D’água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,Narciso; Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim (Estas últimas três não servem para banhos) (Em algumas casas: Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericão, Erva Sta. Maria).
Sincretismo:
OXUM – Nossa Senhora da Conceição (RJ), Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Nossa Senhora das Candeias (BA). Orixá do amor puro e verdadeiro, orixá da alegria e da união. Senhora da águas doces e das cachoeiras. Saudação: Ora Yê iê, ô! – significa: Olha por nós, Mãezinha!

terça-feira, 2 de março de 2010

Oração ao Anjo da Guarda

Anjos-02

Meu companheiro de todas as horas; amigo de todos os momentos,

tanto os de alegria como os de sofrimento;

guia meus passos, meus pensamentos e minhas acções;

cria em redor de mim um círculo de defesa contra os fluídos,

influências ou interferências que possam afectar-me o corpo ou a mente; ajudando-me também estarás te ajudando,

num intercâmbio de amor, de paz e de compreensão;

sê o meu porta-voz diante de outros espíritos superiores,

médicos ou cientistas; professores ou sacerdotes;

guias ou amigos para que me dirijam na solução dos meus problemas físicos e espirituais.


Agradeço-te sinceramente toda a assistência que me prestaste,

toda orientação que imprimiste à minha vida,

socorrendo-me nas horas aflitivas,

consolando-me nas épocas de amarguras e sugerindo-me a prática do amor e da caridade.

Que Deus te dê mais luz, força e poder como recompensa pelo esforço,

dedicação e afecto que demonstras no cumprimento de tão importante missão.

Pomba-Voando

Oração aos Anjos da guarda

anjo2

Espíritos esclarecidos e benevolentes, mensageiros de Deus,

que tendes por missão assistir os homens e conduzi-los pelo bom caminho,

sustentai-me nas provas desta vida;

dai-me a força para suporta-las.

Esclarecei a minha consciência com relação aos meus defeitos

e tirai-me dos olhos o véu do orgulho,

capaz de impedir que os perceba e confesse a mim mesmo.

A vós sobretudo (nome do anjo),

meu anjo da guarda,

que mais particularmente velais por mim,

e a todos vós, espíritos protectores,

que por mim vos interessais,

peço-vos fazei que me torne digno da vossa protecção.

Conheceis as minhas necessidades:

sejam elas atendidas segundo a vontade de Deus.

Amém...

Pombavoando

segunda-feira, 1 de março de 2010

Jornal de Umbanda Carismática, Juca


 

Umbanda Carismática


Juca Março 2010 Juca -abril20010
 
http://www.umbandacarismatica.org.br/

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