domingo, 25 de dezembro de 2011

Fim do que? - Uma outra "visão" sobre 2012

“As grandes almas que ajudam invisivelmente na evolução da humanidade não fazem previsões funestas.
Em nenhum momento, suas orientações são direcionadas à questões de fim do mundo.

Seus ensinamentos são direcionados à manutenção da esperança e da Luz Divina que já habita todos os seres.

Suas inspirações são para ampliarmos o sorriso, para abrirmos flores em nossos chacras e pa ra fluirmos pela existência com generosidade e bom senso.

Seus ensinamentos são claros: AMOR, AMOR, AMOR...

Sua bondade é inigualável e, por isso, eles dizem:

"Avancem no caminho... Estamos abraçando seus espíritos, estamos presentes em seus corações.

Nossa alegria é vê-los evoluindo em direção ao afloramento de seus potenciais divinos. Cresçam, meus irmãos!

Os medos, profecias e querelas humanas não governam os destinos do mundo.

A luz da humanidade está no coração e em seus próprios passos. O destino dos homens já está traçado desde a aurora dos tempos.

Ninguém tem alternativa a não ser evoluir..."

Para alguns, esse processo pode parecer demasiadamente lento.

Outros podem argumentar que há pessoas tão maléficas que o único caminho para elas é a destruição.

Todavia, é necessário olhar tudo isso com visão ampla, além de meras referências sensoriais e emocionais.

É preciso olhar com visão imortal, preciosa e livre de amarras psicológicas. Ninguém morre!

Onde, então, está esse fim de que tanto falam e profetizam?

O Universo pode desaparecer, quem sabe?

Mas as consciências permanecerão vivas e conscientes.

Não temos alternativa: somos imortais!

Se por ventura, eu souber de alguma catástrofe mundial, não me abalarei, pois sei que isso já aconteceu antes e estou vivo até hoje!

A Atlântida afundou, mas há tantas pessoas que desencarnaram lá e estão vivas hoje tanto quanto antes. Não me preocupa o fim do mundo, pois sou imortal. O que me preocupa é o fanatismo e o medo das pessoas. Como gostaria de ver o fim disso!
Vejo muitas pessoas profetizando o fim dos tempos, mas não as vejo falar de imortalidade. Vejo-as ameaçando o mundo, como se fossem "juízes da Nova Era".

Não sei se acontecerá alguma coisa amanhã ou depois, mas sei que meus olhos estão brilhando de compaixão. Não sei o que virá nos dias vindouros, mas sei que no presente momento devo crescer, sorrir, amar e lutar por idéias criativas entre os homens.

Não sou profeta, sou apenas um espírito vivendo por um tempo na Terra. Entro e saio de corpos há muitos milênios e vou seguindo... Se não existir mais este planeta, vou para outro. Já faço isso há um tempão. Terremotos, maremotos, furacões e morte não me perturbam. Se acontecerem mesmo em escala planetária, tenho absoluta certeza de que sobreviverei a eles, seja dentro ou fora do corpo. Aliás, não tenho alternativa mesmo: Deus me fez imortal!

Como disse antes, não sei profetizar e também não me considero um eleito espiritual diferente dos outros. Pelo contrário, preciso aprender muito com meus irmãos de caminhada.
Tenho mais simpatia pelo meu amigo Gilmar, balconista da padaria do sr. Manuel, onde almoço, brinco e falo de futebol, do que pelos profetas de fim dos tempos.

Muitos deles se acham escolhidos espirituais diferentes dos outros seres humanos.

E além de ser amigo do pessoal da padaria, também sou amigo de vários seres espirituais.

São eles que me inspiram a sempre veicular ideias positivas ao mundo.

Bom, está na hora de concluir este texto.

Acho que vou ali na esquina, na pastelaria do meu amigo japonês que adora conversar comigo sobre aura e vida após a morte.

Deu-me uma baita vontade de comer um pastel.

E que dupla maravilha: o pastel não é iniciado ou extraterrestre, e eu não sou um escolhido da Nova Era!

Contudo, vou até a pastelaria cheio de alegria, e meus olhos estão brilhando, pois está neles a certeza de que sou imortal e o único "finn" que conheço é a marca do adoçante aspartame que uso no cafezinho.”

Autoria: Wagner Borges
www.ippb.org.br

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Fim do mundo em 2012

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NASA desmente fim do mundo em 2012

SÃO PAULO – Por meio de um relatório, a Agência Espacial Americana esclarece as dúvidas dos internautas e afirma: o mundo não acaba com o fim do calendário Maia.

O aviso foi dado depois que um site mantido pela NASA foi inundado de perguntas de internautas a respeito de um misterioso planeta chamado Nibiru e do fim do mundo programado para 21 de dezembro de 2012.

A página em questão se chama “Ask an Astrobiologist”, e é mantida por David Morrison como parte de seus trabalhos como Cientista Sênior do Instituto de Astrobiologia da NASA. Nela, o público pode perguntar o que quiser e, ultimamente, foram mais de mil e-mails voltados para as previsões apocalípticas.

Na internet os boatos mais recentes do apocalipse entrelaçam uma complexa trama de provas e evidências que levam a crer que o fim dos tempos será no dia 21 de dezembro de 2012 – ou, mais precisamente, o fim do calendário Maia.

A civilização pré-colombiana surgiu no México há mais de três mil anos, e é conhecida por suas habilidades astronômicas, incluindo a divisão do calendário em 365 dias e a previsão de eventos como eclipses.

A causa dessa destruição prevista nos atuais boatos espalhados na internet seria Nibiru, também chamado de Planeta X, um corpo celeste que teria sido descoberto pelos sumérios. O impacto com a Terra seria precisamente na data em que o calendário Maia termina (numa analogia ao “fim dos tempos”) – e o fato estaria sido mantido em segredo pelo governo.

O que parece ter alimentando mais ainda alguns boatos é o lançamento de um filme de Hollywood chamado de “2012”, que deve estrear nos Estados Unidos em novembro. Como parte da campanha de lançamento, a Columbia Pictures criou um site de uma suposta organização para a continuação da humanidade, que reúne evidências de que o mundo realmente acabará em três anos.

O mundo não vai acabar em 2012. Os maias previram datas além de 2012. Não entre em pânico.

O fim do mundo será em 2012?
O que terminará é um dos ciclos do Calendário Maia, que supostamente terminará em 21 de dezembro de 2012. O fenômeno cultural de 2012 inclui mitos, lendas ou fatos para explicar o que pode acontecer em 2012. Na história da humanidade várias datas já foram estabelecidas para determinar o final dos tempos e, provavelmente, outras datas para o fim do mundo também serão estipuladas.

Quem foram os maias?
Há 3.000 anos a civilização maia começou a habitar a região que abrange o sul do México e América Central. Antes da chegada dos espanhóis os maias foram incorporados pelo Império Asteca. Mesmo com uma economia predominantemente agrícola os maias são considerados os detentores da mais sofisticada e bela arte do Novo Mundo antigo. Além de construírem edificações notáveis como palácios, pirâmides, templos e observatórios astronômicos, eles desenvolveram escrita hieroglífica, mapearam fases e cursos de diversos corpos celestes e criaram um calendário considerado um dos mais precisos de todos os tempos.

O que é o Calendário Maia?
O Calendário Maia é um sistema de calendários distintos. Os maias e outros povos vizinhos utilizavam um calendário de 260 dias para eventos religiosos e cerimoniais; um calendário solar de 365 dias; um calendário que combinava os dois primeiros e o calendário de longa contagem de aproximadamente 5.126 anos, que segundo alguns estudiosos termina em 21 de dezembro de 2012.

O Calendário Maia termina em 2012?
Não. O que termina para os maias é o atual ciclo que será finalizado no 13º b'ak'tun ou 21 de dezembro de 2012 - de acordo com alguns especialistas desta cultura. Não existe um consenso se este será o dia do fim do atual ciclo, já que é necessário determinar as datas exatas do calendário maia para o calendário gregoriano. Alguns pesquisadores até sugerem que o ciclo do calendário já terminou alguns anos atrás.

O fim do ciclo maia será o fim da humanidade?
A maioria dos cientistas e especialistas da civilização maia discorda desta interpretação apocalíptica. Eles argumentam que a data corresponde apenas à restauração do calendário, como se fosse uma virada de milênio. O calendário de longa contagem não termina em 21 de dezembro de 2012 ou em outras datas estipuladas por outros estudiosos do tema, já que existem inscrições de previsões até para o ano de 4.772, por exemplo.

Fonte: http://www.fimdomundo2012.com/

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Gabriel Malagrida

 

Gabriel Malagrida

É o fundador da Umbanda:
Gabriel Malagrida foi um missionário italiano jesuíta, nascido em Mennagio a 5 de Dezembro de 1689 e falecido em Lisboa, a 21 de Setembro de 1761 garrotado e queimado na fogueira.
Malagrida tornou-se jesuíta em 23 de Outubro de 1711, tendo partido para as missões no Brasil, em 1721.
Evangelizou os índios do Brasil, sobretudo nas regiões do Maranhão e do Pará. prosélito da fé e inflamado pregador, ficou afamado como o «apóstolo do Brasil», tendo passado pelo Maranhão, Pará, a Baía e Pernambuco.
Malagrida veio a Lisboa em 1750 e tendo aí assistido aos últimos momentos da vida do rei D. João V, tendo permanecido nessa cidade até 1751. Neste ano, regressou de novo ao Maranhão tendo aí estado até 1754, ano em que regressou definitivamente para Portugal a rogo de D. Mariana de Áustria. Este foi talvez o maior erro da sua vida, como veremos.
Muito religioso, aproveitou o terramoto de 1755 para exortar os lisboetas à reforma dos seus costumes. Acicatado pela explicação das causas naturais da catástrofe, que circulou em folheto mandado publicar pelo poderoso ministro do rei D. José I, o Marquês de Pombal, escreveu uma pequena obra chamada Juízo da verdadeira causa do terramoto (1756) em que este se reputava de castigo divino e em que defendia que o infortúnio dos desalojados se consolava com procissões e exercícios espirituais.
O Marquês de Pombal, contudo, não gostou do que Malagrida escreveu e dando-se como aludido naquela obra, ele que não gostava de ser criticado, decidiu desterra-lo para a cidade de Setúbal. Nesse desterro, Malagrida era visitado por muitas pessoas, e entre elas por membros da família Távora, tão odiada pelo marquês de Pombal.
O suposto atentado de 3 de Setembro de 1758, e o processo dos Távoras que se lhe seguiu, proporcionou a Pombal a ocasião para perseguir Malagrida ainda com mais severidade e denuncia-lo à Inquisição como falso profeta, impostor e, pior de tudo, de ser um herege, o que equivalia à morte na fogueira.
Septuagenário, alquebrado pelos trabalhos passados e pela prisão doentia, tornou-se demente, continuando a defender obstinadamente as suas crenças.
Entregue à Inquisição de Lisboa e após um processo, considerado por vários historiadores de algo grotesco, foi acusado de herege e posteriormente foi condenado ao garrote e fogueira no auto-de-fé de 21 de Setembro de 1761, tendo sido queimado no Rossio, a praça principal de Lisboa.
No final de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, um jovem rapaz com 17 anos de idade, que preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha, começou a sofrer estranhos "ataques". Sua família, conhecida e tradicional na cidade de Neves, estado do Rio de Janeiro, foi pega de surpresa pelos acontecimentos.
Esses "ataques" do rapaz, eram caracterizados por posturas de um velho, falando coisas sem sentido e desconexas, como se fosse outra pessoa que havia vivido em outra época. Muitas vezes assumia uma forma que parecia a de um felino lépido e desembaraçado que mostrava conhecer muitas coisas da natureza.
Após examina-lo durante vários dias, o médico da família recomendou que seria melhor encaminha-lo a um padre, pois o médico (que era tio do paciente), dizia que a loucura do rapaz não se enquadrava em nada que ele havia conhecido. Acreditava mais, era que o menino estava endemoniado.
Alguém da família sugeriu que "isso era coisa de espiritismo" e que era melhor leva-lo à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa.
Tomado por uma força estranha e alheia a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, Zélio levantou-se e disse: "Aqui está faltando uma flor". Saiu da sala indo ao jardim e voltando após com uma flor, que colocou no centro da mesa. Essa atitude causou um enorme tumulto entre os presentes. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios.
O diretor dos trabalhos achou tudo aquilo um absurdo e advertiu-os com aspereza, citando o "seu atraso espiritual" e convidando-os a se retirarem.
Após esse incidente, novamente uma força estranha tomou o jovem Zélio e através dele falou: _"Porque repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Será por causa de suas origens sociais e da cor ?"
Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura.
Um médium vidente perguntou: _"Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?
_"Se querem um nome, que seja este: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim, não haverá caminhos fechados."
_"O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro."
Anunciou também o tipo de missão que trazia do Astral:
_"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”
O vidente retrucou: _"Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto" ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse:
_"Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".
Para finalizar o caboclo completou:
_"Deus, em sua infinita Bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além?"
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.
Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social.
A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.
A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.
Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos.
O caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste local, praticando suas curas.

Autor: (Desconhecido)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Anjo da Guarda

O Anjo da Guarda

S.Miguel Arcanjo (4)

Muito se fala sobre os Anjos, mas muito poucas pessoas entendem realmente a importância do Anjo da Guarda na Umbanda.

Os gregos, os chamavam de DAIMONES (génios, anjos, seres sobrenaturais). Os egípcios estudaram-nos muito profundamente e em detalhe, mas a verdade é que tudo foi perdido ou queimado aquando da ascensão do cristianismo primitivo do Ocidente. Por esse motivo, hoje em dia a pouca informação que nos resta vem dos estudos cabalísticos desenvolvidos pelos judeus, que foram muito provavelmente os primeiros a acreditar nos Anjos.

Malakl é a palavra hebraica para anjo, que significa “Mensageiro”. É no Antigo Testamento que aparecem as primeiras descrições sobre os anjos. A menção mais antiga remonta há mais de 4.000 a.C. na cidade de Ur no Médio Oriente. Já os cristãos, fazem menção aos Anjos em 312 d.C., com imperador romano Constantino, que se converteu ao cristianismo após ter visto no céu uma cruz, isto um pouco antes de uma batalha muito importante. Já no ano 325 d.C., no Concílio de Nicéia, a crença nos anjos foi considerada dogma da Igreja. Depois em 343 d.C. foi determinado que reverência-los era idolatria e que os anjos hebreus nada mais eram que demónios. Em 787 d.C. no Sétimo Sínodo Ecuménico considerado dogma apenas aos arcanjos: Miguel, Uriel, Gabriel e Rafael.

São Tomás de Aquino foi um grande estudioso do assunto, dizia que os anjos são seres cujos corpos e essências, são formados de um tecido da chamada luz astral e que eles se comunicam com os homens através da egrégora, podendo assim assumir formas físicas.

A auréola que todos conhecem e que circunda a cabeça dos anjos é de influencia oriental. Nimbo (do latim nimbus), é o nome do disco ou aura parcial que emana da cabeça das divindades. No Egipto atribuíram a aura da cabeça ao deus Rá e mais tarde na Grécia ao deus Apolo. Na iconografia cristã, o nimbo ou diadema é um reflexo da glória celeste e da sua origem ou lar, o céu. As asas e os halos apareceram depois no século I. As asas representam a rapidez com que os anjos se movem.

No Novo Testamento, os Anjos apareceram nos momentos mais marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e “ressurreição”. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron. Alguns estudos revelam-nos mesmo, a possibilidade dos três Reis Magos serem Anjos materializados. Melchior (Rei da Luz), Baltazar (Rei do Ouro, guardião do tesouro, do incenso e da paz profunda) e Gaspar (o etíope, que entregou a mirra contra a corrupção).

A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três grupos: Serafins, que personificam a caridade divina; Querubins, que refletem a sabedoria divina; Tronos, que proclamam a grandeza divina.

Dominações, que têm o governo geral do universo; Potências, que protegem as leis do mundo físico e mora; Virtudes, que promovem prodígios.

Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países; Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes; Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos.”

Na Umbanda o Anjo da Guarda não é considerado um Guia ou Orixá, é um Espírito Celestial, iluminado, de essência pura e de energia poderosíssima. Pertence à dimensão celestial, dimensão esta de grande pureza e de grande actuação em todas as outras dimensões subsequentes. Portanto, a essência e a energia dos Anjos atingem a todos independente de religião, doutrina ou crença.

Para os médiuns, os Anjos da Guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades, pois são eles que os protegem no momento da incorporação ou desincorporação. Momento esse que acontece em segundos de desacoplamento do corpo astral e que, por um mínimo descuido, podem sofrer um ataque do baixo astral com a entrada de seres inferiores na corrente mediúnica do médium.

Saiba que quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o Anjo da Guarda fica ao lado, no entanto, no momento da desincorporação ou incorporação o Anjo da Guarda se aproxima mais activamente ajudando a manter o equilíbrio do médium.

Vale salientar que a resistência no momento da desincorporação é altamente prejudicial para o próprio médium que, logicamente, perde essa protecção celestial.

É comum inclusive, quando o médium ainda fica num subtil estado de transe após a desincorporação, colocarmos a mão sobre o coração do médium e dizer “fulano, seu anjo da guarda te chama!”, movimento esse que ajuda o médium no processo de desincorporação tranquilizando-o rapidamente. Além disso, os Anjos auxiliam no equilíbrio essencial do médium e os mantêm envolvidos por uma energia pura e divina.

Os Anjos da Guarda protegem- nos e acompanham-nos no dia a dia, por isso é aconselhável manter sempre acesa uma vela branca ao lado de um copo de água e em local alto para fazer nossas orações.

Sabia que o Arcanjo Miguel é um dos patronos da Umbanda?

Um dos primeiros e mais eminentes dos espíritos celestiais, considerado o Príncipe dos Anjos. Luta contra espíritos malignos e professa, acima de tudo, a doutrina de que só o bem e a caridade são a salvação. A Igreja o considera um ARCANJO por representar um “anjo principal”, é comemorado pela Igreja Católica em 29 de setembro.

Seu nome significa: “Quem é como Deus?” É o chefe dos anjos rebeldes, luta em defesa de Deus. É um espírito guerreiro, arauto de Deus, Príncipe e Chefe dos exércitos celestiais. É o patrono da Igreja Católica e dos agonizantes, “o guia das almas dos defuntos para o céu”.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ponto de chamada dos Caboclos

Ponto de chamada dos Caboclos:

 

Oxalá chamou!

Oxalá chamou!

E já mandou buscar,

Os Caboclos da Jurema,

Oi lá no Juremá. (bis)

Meu Pai Oxalá!

Ele é o Rei do Mundo inteiro,

E já deu ordens pra Jurema,

Mandar seus capangueiros.

Mandai! Mandai!

Mandai! Mandai!

Minha Cabocla Jurema,

Os seus guerreiros,

Essa é a ordem suprema. (bis)

 

Oxalá chamou!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Três peneiras.

Três peneiras.

Logo na primeira semana de trabalho o funcionário diz ao Patrão:

-  Patrão, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Sousa. Disseram que ele…

- Espere um pouco. O que me vai contar já passou pelo crivo das três peneiras?

- Peneiras? Que peneiras Patrão?

- A PRIMEIRA PENEIRA é a da VERDADE.

- Tem certeza de que esse facto é absolutamente verdadeiro?

- Não. Não tenho. Como posso saber? apenas sei o que me contaram. Mas acho que…

- Então a sua história já vazou a primeira peneira.

- Vamos então para a SEGUNDA PENEIRA que é a da BONDADE. O que vai contar, gostaria que os outros também o dissessem de si?

- Claro que não! Deus me livre Patrão!

- Então a sua história vazou a segunda peneira.

- Vamos a TERCEIRA PENEIRA que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário contar-me esse facto ou mesmo passa-lo a outras pessoas?

- Não Patrão. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar.

- Pois é. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se usassem essas três Peneiras?

Todas as vezes que surgirem boatos devemos submete-los ao Crivo das Três Peneiras : VERDADE, BONDADE, NECESSIDADE, porque:

Pessoas inteligentes falam sobre ideias

Pessoas comuns falam sobre coisas.

Pessoas medíocres falam sobre pessoas.

Autor: (Desconhecido)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ser Médium

Ser médium é um privilégio que traz responsabilidade!

          O médium necessita dar boa condição à incorporação do seu Guia através da sua formação moral, de bons pensamentos e boas atitudes. A vida nos dá oportunidades diariamente para revelarmos essas condições: com os amigos, com os vizinhos, com os familiares e até com os inimigos, pois precisamos contar até dez antes de respondermos à uma ofensa.

          Normalmente dizemos: Eu não aturo desaforos, quando deveria ser dado ao desafeto, uma palavra boa, um bom pensamento, isso quase ninguém faz. Até os animais sentem a energia de um pensamento positivo, pois só o amor é capaz de abrandar as feras.

          Se não houver no médium esse sentido de amor universal, nunca será um bom médium. Poderá ser pontual no trabalho, mas é duvidoso dizer que o espírito que dele se aproxima seja um espírito de luz, pois poderá ser um espírito terra-a-terra igual a ele.

          Umbanda não é só o trabalho de Terreiro e existe muita coisa que se faz e que só pode ser ensinado aos médiuns que já estejam preparados e em condições para receber, do contrário seria o mesmo que colocar uma arma nas mãos de quem não sabe manejá-la.

          Uma Entidade não pode transferir seus conhecimentos sem que haja muita segurança. O grande obstáculo à aquisição dessa segurança é a vaidade. Grande parcela de médiuns quer ser os tais, procurando terreiros onde eles possam aparecer; isso é muito perigoso. O médium precisa ser amparado, orientado e lapidado.Mas como se pode preparar totalmente um médium se o mesmo não tem condições morais para tal? Como se pode dar conhecimentos mágicos a um médium que tem ódio no coração, que não conhece o perdão, que não sabe amar?

          Todos têm o direito de não concordarem com determinados fatos que ocorrem dentro do terreiro; é permitido discordar do próprio Guia Chefe (desde que tenham razão). Na parte material, os médiuns têm o direito e dever de expor os problemas, de dizer honestamente aquilo que não estão gostando, que não está certo. Pois isso é uma crítica honesta, leal e construtiva. Mas a crítica que se faz nos bastidores, têm o sentido de destruir. Muito mais honesto é falar de frente do que criticar negativamente, às ocultas.Quanto à parte espiritual, não se pode aceitar que os médiuns venham a se destruir, que um ache que o outro é negativo, que é fraco. Isso é amor? Isso é fraternidade?

          Se quiserem vencer dentro de um grupo mediúnico é através da união, da fraternidade e do amor.

          E mais:

O médium deve zelar pelo seu procedimento moral e também pela higiene do seu corpo que seu Guia irá utilizar.

Há banhos que os médiuns em desenvolvimento necessitam tomar. São forças que são atraídas para fortalecer a mediunidade. É a parte externa. A parte interna é a formação do sentimento, do caráter.

Há necessidade de se atrair as forças da natureza através dos Orixás. Mas é difícil fazer isso isoladamente se o médium não tiver a consciência desperta para a vida espiritual.

É preferível que os trabalhos junto à natureza sejam feitos em grupo comandados por quem tenha condições para tal.

Não adianta fazer feitiço sem ser feiticeiro. Feiticeiro é quem sabe usar a força mental. Refiro-me ao mago branco e a magia das forças positivas da natureza. A outra magia que existe, não vale a pena aprender.

Não é correndo de um terreiro para outro que o médium aumenta sua espiritualidade. É o sentimento de dever cumprido do médium para consigo mesmo e para com o seu Guia. Dê o contingente de valor ao seu Guia, procure elevar-se cada vez mais para que ele possa utiliza-lo como aparelho, para o bem do seu próximo!

O médium consciente ouve e percebe que o que vai falar não é seu, que há uma inspiração dentro dele, uma força que o dirige. Ele é apenas um veículo dessa força. Ele se engrandece pela honestidade dos seus propósitos.

(*) Fátima Damas é Diretora Executiva da CEUB - Congregação Espírita Umbandista do Brasil, que tem a sua sede no Rio de Janeiro.