quinta-feira, 29 de março de 2012

Os pantáculos

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Os pantáculos datam das épocas mais remotas. Estavam presentes nas mais diversas culturas e religiões dos povos antigos. Na própria Bíblia há várias citações; acredita-se que os Tessalonicenses possuíam um pantáculo que servia para impedir a vinda da Besta Apocalíptica na Terra. Também os diversos "Selos" citados no apocalipse fazem referência aos pantáculos. Os antigos magos, guerreiros, reis e nobres já os usavam para as mais variadas finalidades, tais como: vencer guerras, proteção pessoal, proteger-se contra os maus espíritos, contra inveja, para ser amado por todas as mulheres, descobrir tesouros, possuir riquezas e honras, curar ferimentos, ter saúde e vida longa, etc.

O Rei Salomão fez muito uso desta arte usando-os inclusive para evocar e exorcizar espíritos. O uso de talismãs e pináculos entre os magos e bruxos de todos os tempos é tão popular que seria impossível listar aqui todos eles. Os grandes guerreiros como Alexandre, Marco Polo, Napoleão Bonaparte também possuíam seus pantáculos pessoais. A suástica de Hitler também era um pantáculo idealizado pela seita tibetana dos BON-PO ou Mantos Negros. A finalidade do pantáculo era criar uma egrégora de proteção ao movimento nazista e às ideologias de Hitler.

Os anjos, arcanjos e demônios sempre inspiraram e mostraram ao homem as formas de seus pantáculos pessoais ou selos, como são chamados.

Os pantáculos em muitos casos representam também assinaturas astrais que são capazes de produzir alguns fenômenos que a ciência oculta denomina prodígios.

Os Pantáculos são Talismãs elaborados com símbolos mágicos magneticamente preparados para atraírem as energias necessárias para alcançar o sucesso pessoal na área escolhida.

Nos mais antigos grimórios e livros de magia se pode encontrar várias menções e receitas de pantáculos, no entanto, geralmente são bastante complicados e com efeitos relativamente restritos. Ou seja, você precisa fazer muitos pantáculos para obter os resultados que gostaria e ainda assim pode não conseguir resultado algum ou resultados inversos ao desejado devido aos conflitos planetários que podem ser gerados por falta de conhecimento. Por isso muitas magias, feitiços e sigilos mágicos raramente dão certo, mesmo que se siga as instruções corretamente, pois cada caso é um caso e necessita ser estudado detalhadamente para que hajam as correlações corretas e adequadas ao perfil mágico e astrológico para alcançar o objetivo desejado. Por isso assim como cada caso merece um ritual ou feitiço devidamente elaborado, assim cada pessoa, que é um ser único no Universo deve ter o seu próprio Pantáculo Pessoal, pois não se pode generalizar o uso dos mesmos, pois cada pessoa tem sua energia própria.

Pensando nisso desenvolvemos um método de elaboração de Pantáculos baseados no Mapa Astral da pessoa, na numerologia, guematria e análise cabalística do objetivo do pantáculo.

Qualquer pessoa pode ter um PANTÁCULO PESSOAL, para a finalidade que desejar. Pode ser um pantáculo só que reúna todas as qualidades que quiser. Pode escolher ainda entre um PANTÁCULO PESSOAL FIXO para ser usado por toda a vida ou um PANTÁCULO DIRETIVO para alcançar um objetivo específico. O Pantáculo também pode ser feito para duas pessoas, no caso um casal com objetivos em comum, como por exemplo manter a relação estável e feliz por toda a vida.

 

Pentáculos Magicos

Os Pentáculos Mágicos apresentados a seguir foram recolhidos pelo Abade Julio Houssay de livros antigos, os Benedicionais, que continham estes símbolos mágicos criados na Idade Média.
Através de seus símbolos e de um alfabeto especial cujas letras encerram poderes mágicos, cada Pentáculo foi estudado e interpretado pelo Abade Houssay, resultando nos formatos apresentados a seguir. São utilizados como poderosos talismãs de proteção, podendo ser colocados no carro, em casa ou carregados na carteira, na bolsa ou no bolso. Também podem ser reproduzidos em jóias, roupas ou objetos pessoais.
Recomendamos seu uso com sabedoria e prudência, lembrando que, apesar dos poderes a eles conferidos, sua presença não dispensa ajuda médica em casos de doenças.

 

Santa Trindade


Para qualquer tipo de benção e todo tipo de pedidos ou doenças

 

Pai Eterno


Signo sagrado muito poderoso, que serve para qualquer tipo de dificuldade, desde que a criatura necessite da ajuda do criador

 

Triângulo Divino


Contra espíritos malignos. Para obter uma graça muito desejada – bom casamento, mudança de vida, aprovação num concurso, aumento de ganhos, diminuição de doenças graves.

 

Monograma de Cristo


Signo de vitória e de grande proteção. Serve de escudo contra inimigos, sobretudo contra emboscadas de espíritos malignos. Também ajuda no restabelecimento dos doentes.

 

Santa Face de Cristo


Figura de grande poder contra as doenças humanas e dos animais. Pode ser afixado nas casas, estábulos, etc.

 

Lâmpada das Catacumbas


Este pantáculo é poderoso na defesa contra todos os inimigos, conhecidos ou desconhecidos, visíveis ou invisíveis, desta Terra ou do Outro Mundo. É empregado também para proteger contra calúnias.

 

Chaga do Costado
de Cristo


Quem usar esta figura obterá grande alívio para seus males e grande proteção para suas atividades. Também sairá vitorioso contra seus inimigos.

 

Monograma de Maria


Usado para defesa e proteção de crianças principalmente à noite. Evita pesadelos, espíritos malvados noturnos, insônias, obsessões e possessões.

 

Três Reis Magos


Ajuda nos casos de epilepsia e doenças de origem nervosa

 

Touro Alado


Signo utilizado nas questões relativas ao trabalho, à força e à fecundidade.

 

Leão Alado


Usado em casos de calamidade pública e perseguição por inimigos implacáveis.

 

Águia


Signo usado para proteção de todos os sacerdotes, curadores e agentes do bem.

 

Dragão


Contra os demônios e espíritos malvados, os animais venenosos e ferozes. Também ajuda nas viagens por terra, mar e ar.

 

Bispo


Contra as situações difíceis, embaraçadas, impossíveis e desesperadoras.

 

Uvas


Signo da abundância na família.

 

Fogueira


Contra feitiços malévolos, sortilégios e meios diabólicos.

 

Santa Hóstia


Protege contra a ruína e a pobreza.

 

Amor Puro


Ajuda na vida amorosa, no casamento e nas uniões românticas.

 

Flor de Lis


Para receber o perdão dos pecados e recobrar a pureza original. Ajuda também na purificação da alma.

 

Escudo


Protege contra os inimigos em tempos de guerra, revolta e agitações sociais.

 

Olho de Deus


Contra todo tipo de mau-olhado.

 

Cálice e Pomba


Para a pureza corporal e contra todas as doenças que atacam a pele.

 

Nome Divino


Protege de um grave perigo mortal, do desespero nos momentos em que nos sentimos abandonados e esquecidos por todos.

 

Conjuro
Todo-Poderoso

 

Defesa contra o inimigo invisível que nos rodeia e nos ataca sem trégua. Deve ser usado com prudência

 

Pentagrama


Preserva de todo o mal, principalmente dos ataques demoníacos e das entidades negativas do astral. Atua também contra calúnias, intrigas e difamações.

 

Nome Divino II


Usado para boa fortuna, prosperidade, sucesso no comércio, bênção da família e da casa.

 

Nome Divino III


Para segurança nos momentos de dificuldades financeiras, na procura de um trabalho honesto, conferindo saúde e coragem para enfrentar a vida.

 

Amor Atormentado


Ajuda nos casos amorosos perdidos e atribulados, nas rivalidades e nas desordens íntimas.

 

Cordeiro


Contra as doenças que atacam os animais a serviço do homem.

 

Três Caminhos


Ajuda na escolha na mudança do rumo da vida. E na tomada de uma decisão importante.

 

Montanha


Protege a terra cultivada, os campos, as vinhas e os jardins.

 

Paisagem


Contra as doenças e acidentes que possam ser causados pela água e pelo fogo.

 

Triângulo Protetor


Signo de proteção do lar e de toda a família.

 

Arcanjo Miguel


Poderoso signo contra os malefícios do demônio. Para quem esteja atormentado por causa desconhecida. Também pode ser empregado para descobrir coisas ocultas.

 

Anjo da Guarda


Poderoso signo para vencer as insônias, pesadelos, inquietações e angústias inexplicadas

 

Anjo da Justiça


Contra litígios, processos e ataques injustificados de pessoas mal-intencionadas.

 

Fórmula de Cura


Signo usado em circunstâncias graves, doenças sérias e persistentes.

 

São Colombano


Este signo bento e consagrado é empregado contra as formas de loucura e desequilíbrio mental, contra a fúria, nervosismo e depressão.

 

Bênção de Santo António


Usado diante de tentações, aflições ou qualquer tipo de situação maléfica.

 

Anjo da Prece
Quem se encontra submerso nas águas amargas da dor deve invocá-lo para que sua alma se eleve e não se abata jamais. Este signo é bom contra os reverses da fortuna causados por inimigos ou pela própria imprudência.

 

Arcanjo Gabriel


Signo de paz, boa saúde e sucesso em toda empreitada. Acalma os desentendimentos, as disputas e os combates.

 

Arcanjo Rafael


Para a cura de todas as moléstias psicológicas. Este signo defende contra as adversidades, contra um inimigo pessoal conhecido e as força naturais descontroladas.

 

Cruz


Este signo dá força e paciência para suportar o inevitável: sacrifícios, grandes perdas e despedidas.

 

São Bento


Emprega-se com completo sucesso como defesa contra todos os ataques dos espíritos malvados da Terra, do Outro Mundo dos infernos.

Autor: Desconhecido

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pantera Negra

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Para mim é uma honra escrever sobre o Senhor Exu Guardião Pantera Negra, ou como o senhor que trabalho gosta de dizer, Exu da Pantera Negra. Pois em nosso centro CEU Reino de Nanã Buruquê, tive contato com ele, e o prazer de trabalharmos juntos desde minha entrada na Umbanda . É difícil encontrar outras casas que saibam da existencia desse Guardião maravilhoso, o qual presta inestimáveis trabalhos. Na nossa casa mãe, a Yalorixá Iolanda Neves, o tem como seu Exu de trabalho, fazendo a frente de sua esquerda, e guardião da terreira CEU Nossa Senhora Santana, isso há muito anos....
Em nosso centro Seu Pantera como chamamos , ele é o Guardião( não chefe de tronqueira) de nossa casa, com todos seus assentamentos e firmezas. E muitas vezes chamei a atenção de mediuns, quando Seu Pantera trazia sua falange, e alguns mediuns incorporava um espírito de sua falange, pois saíam dizendo que era um Pantera Negra, onde sempre expliquei que as falanges comandadas por Seu Pantera era enorme, e não necessariamente seria a dele. Pois tempo passa, foram apresentando-se vários Exus, ligado ao Seu Pantera(para nossa alegria). O Exu da Pantera Negra, com o qual tenho o prazer de trabalhar de tempos em tempos, canta alguns refrões de uma lingua antes desconhecida por mim, onde em um livro de Alexandre Cumino, encontrei os significados, e pude confirmar que ele viveu e sua ultima encarnação entre índios Iroqueses na America do Norte . Ele veste roupas diferente de nossos índios brasileiros, onde as peles de animais o vestem.

Sabemos também e de fonte segura, que o Senhor Exu da Pedra Preta( que também temos a bênção de te-lo em nosso terreiro, e só quem o conhece sabe do que falo) é irmão de Seu Pantera e sempre me lembro de um refrão de um ponto assim"...na mata deles ninguém manda, Pantera Negra, Seu Pedra Preta, Exu Cangá vem vencer demanda" , e para minha surpresa encontro o texto o qual transcrevo abaixo com informações valiosíssimas sobre esta tão aguerrida falange.


No rico universo místico da Umbanda, existem entidades pouco conhecidas e estudadas. Com o tempo, é natural que algumas delas sejam esquecidas por nós. Uma delas é Pantera Negra, celebrado por uns como caboclo e por outros como exu.


Seu Pantera era mais conhecido pelos Umbandistas de antigamente, quando muitos terreiros eram de chão batido, caboclo falava em dialeto, bradava alto e cuspia no chão.
Nas sessões ele comparecia sempre sério, voz de trovão, abraçando bem apertado o consulente que atendia. Não gostava muito de falatório, queria mesmo é trabalhar.(todos ainda são assim)
O tempo foi passando e raramente o encontramos nos centros, tendas e outros agrupamentos de nossa Umbanda. 
Aonde terá Seu Pantera ido?
O falecido Pai Lúcio de Ogum (Lúcio Paneque, de querida memória), versado nos mistérios da esotérica Kimbanda, que se diferencia da popular Quimbanda e está distante da vulgar Magia Negra, dizia que Pantera Negra era chefe de uma Linha de Caboclos que atuam na Esquerda.
Estes caboclos, explicava Pai Lúcio, eram espíritos oriundos de tribos brasileiras muito isoladas e desconhecidas, ou de tribos das ilhas do Caribe, Venezuela, México e mesmo dos Estados Unidos.
Índios fortíssimos, arredios e alguns até brutos, as vezes gostam de marcar seus "cavalos", ordenando que coloquem na orelha uma pequena argola e no braço uma espécie de pulseira de ferro.
Ainda costumam receber suas oferendas em encruzilhadas na mata, na vizinhança de uma grande árvore. Podem ser assentados em potes de barro com ervas especiais, terra de aldeia indígena e outros elementos secretos, que são consagradas por sacerdotes iniciadas nos mistérios destes espíritos. Pai Lúcio ainda dizia, que a maioria dos médiuns destes caboclos são homens.
Os mais conhecidos, além de Pantera Negra, são : Caboclo(Exu) Pantera Vermelha, Caboclo Jibóia, Caboclo Mata de Fogo, Caboclo Águia Valente, Caboclo Corcel Negro e Caboclo do Monte.
Alguns irmãos umbandistas conhecem estes trabalhadores astrais, com o nome de Exus Quimbandeiros.
Pantera Negra aparece como caboclo e exu, mesmo fora da Umbanda. Na região Sul do Brasil, principalmente, o encontramos dentro de um grupo muito especial, chamado de Caboclos Africanos.
Ali ele se manifesta com o nome de Pantera Negro Africano, ao lado de Arranca-Caveira Africano, Arranca-Estrela Africano e Pai Simão Africano, entre outros. A maneira de atuar destes entes é muito parecida com a dos Caboclos Quimbandeiros, sendo confundidos com frequência.
Alguns adeptos e médiuns que trabalham com estas entidades, acreditam que é o mesmo Pantera.
Porém Seu Pantera Negra vai além. Seu culto é encontrado nos Estados Unidos e no Caribe, como tive a oportunidade de conhecer, dentro do Xamanismo Nativo, Santeria Cubana (ou Regla de Ocha) e Palo Monte.
Lembro de David Lopez, um santero de Porto Rico. Quando ele fez dezasseis anos, sua tia, Dona Carita, o levou a uma festa de Orixá e ali ele desmaiou. Aconselhado por um babalawo, David resolveu fazer o santo. Antes da iniciação para seu Orixá, como de costume no Caribe, foi celebrado um ritual em honra aos ancestrais (eguns). Na celebração, incorporou em nosso amigo um espírito de índio bravíssimo... Batia muito no seu magro peito evociferava como se estivesse em uma guerra. Quando foi pedido o seu nome, disse o indígena: sou Pantera Negra!
Vi o mesmo tipo de transe aqui no Brasil, em raros médiuns de Seu Pantera, como o querido irmão Mário (Malê) de Ogum, sacerdote umbandista.
No Haiti ele é conhecido como Papa Agassou (Pai Agassou) e aparece como uma negra pantera e não mais como índio.
A tradição considera que ele veio da África, da região do antigo Dahomé, onde era celebrado como totem e protetor da Casa Real. O primeiro nobre desta linhagem, contam os mais velhos, foi um homem-fera, pois tinha pai pantera e mãe humana.

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Agassou é muito temido, pois é profundamente justo e não perdoa os fracos de caráter. Poucos médiuns conseguem suportar a incorporação dele ou de outros espíritos da família das panteras. É necessária muita preparação, firmeza de pensamento e moralidade. Do contrário, e isto realmente acontece, o médium começa a sangrar muito durante a incorporação. É terrível. 
Em outras ilhas do Caribe, também encontramos seguidores de Pantera Negra. Alguns o invocam como espírito indígena e outros como uma força africana, meio homem, meio felino.
No Brasil, ouvi as mesmas recomendações de pessoas que cultuam ou trabalham com Pantera Negra. Pai Lúcio me disse, que os aparelhos de Seu Pantera não costumavam beber, falar demais ou serem covardes. Eram disciplinados, verdadeiros guerreiros modernos.

Em certos rituais de Pajelança Cabocla, podemos ouvir o bater incessante do
maracá e o chamado do pajé, que canta:

*YAWARA Ê!*

*YAWARA Ê!*

*HEY YAWARA,*

*YAWARA PIXUNA,*

*PIXUNA Ê, YAWARA,*

*YAWARA, YAWARA!*

Yawara Pixuna, quer dizer Pantera Negra. Alguns traduzem como Onça Negra. O canto acima, pode ser utilizado para afastar espíritos maléficos, que fogem ao ouvir este nome mágico.

Caboclo ou Exu, Pantera ou Onça, brasileiro ou estrangeiro, ele é mais um
mistério que Zambi animou.  O tempo passa, mas Pantera Negra ainda persiste.

SALVE PANTERA NEGRA!

 

Autor: Edmundo (Teólogo especialista em religiões Afro-Caribenhas).

Referências: Jornal de Umbanda Sagrada - edição de Novembro de 2005

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pai Joaquim de Angola


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Pai Joaquim D'Angola apresenta-se sempre com uma calça branca, sem camisa e com uma guia somente.
Traz na mão esquerda seu cachimbo e na mão direita uma pemba branca.
Falar de Pai Joaquim D'Angola não é tarefa fácil.
É maravilhoso poder trabalhar com esta entidade. Sempre que arria, mesmo que para trabalhos rápidos, sempre deixa grandes lições.
Sempre fala com carinho aos consulentes e a outros médiuns, mesmo quando está irritado com suas ações, procedimentos ou quando há algo errado no terreiro.
Quando incorpora, sempre traz uma sensação de alívio muito aconchegante. Sua primeira preocupação é limpar o médium com quem vai trabalhar, mantê-lo equilibrado energeticamente para que este não carregue nada ruim enquanto trabalha.
Sua maneira de trabalho é muito peculiar. Trabalha nas duas bandas e pode virar o trabalho para esquerda sem que qualquer pessoa no terreiro consiga perceber facilmente. Sempre se apresenta com um ótimo senso de humor e procura sempre deixar suas lições de maneira simples e objetiva, para que não fiquem dúvidas com relação ao assunto.
É exímio conhecedor das propriedades medicinais das plantas. Sua especialidade é trabalhar com a saúde.
Pai Joaquim D'Angola é chefe de falange e vale a pena frisar que sua falange é enorme. Tem grande influência sobre seus comandados e uma equipe muito grande de Exús a seu serviço.
Pai Joaquim, como muitos Pretos-Velhos, foi trazido ao Brasil na época da escravidão. Era um simples morador de uma aldeia na Angola, hoje chamada de Lobito, quando houve a invasão portuguesa. Os portugueses escravisaram diversos negros que apresentavam um bom estado de saúde para que servissem de escravos do outro lado do Atlântico. Pai Joaquim foi arrancado do seio de sua família, tinha esposa e filhos nesta época.
Um de seus filhos gerou um filho com o nome de Tomáz, seu neto, hoje uma entidade conhecida na Umbanda que apresenta-se com o nome de Pai Tomáz.
Quando Pai Joaquim chegou ao Brasil trabalhou pelo resto da vida em uma fazenda de cana e café na região de Minas Gerais.
Durante sua vida na fazenda, começou a ser chamado de Pai Joaquim pois era o curandeiro da tribo que se formou. Sempre tinha uma maneira de aliviar o sofrimento físico de seus irmãos através do uso de plantas, desenvolvendo chás, ungüentos e emplastros. Era muito hábil em animar seus irmãos com mensagens de carinho e esperança. Sempre tinha uma boa lição para ensinar.
Seus feitos milagrosos com seus irmãos chamaram a atenção dos senhores das fazendas que começaram a levar seus entes para serem tratados por Pai Joaquim. Ele amorosamente os tratava da melhor maneira possível. A notícia de seus feitos estava se disseminando entre as comunidades mais próximas, o que o denotou como curandeiro e, para algumas pessoas da época, simplesmente bruxo, conhecedor das magias dos negros e, nesta época, totalmente condenável pela igreja católica.
Certo dia, uma criança, filha de um dos senhores, foi levada até Pai Joaquim para que fosse tratada de sua enfermidade. Ela apresentava sérios problemas de saúde. No início do tratamento, Pai Joaquim já sabia que ela lhe foi levada tarde demais e que seria quase impossível devolver-lhe a saúde tão esperada.
O senhor, pai da criança, disse que se Pai Joaquim não a curasse de tal enfermidade, ele mesmo trataria de ordenar sua morte e que esta se daria com muito sofrimento.
Pai Joaquim, com todo seu conhecimento não pôde restaurar-lhe a saúde e a criança acabou desencarnando.
Após a dor da perda, o senhor imediatamente ordenou que o velho Joaquim fosse açoitado até a morte, para que dessa maneira todos os outros aprendessem com quem estavam lidando e que não lhe adiantavam quaisquer outros meios de cura se não fosse pela tradicional. Os senhores das fazendas não tolerariam mais os atos de curandeiros, nem negros que detivessem o poder de manipular as magias que só eles conheciam.
Pai Joaquim foi açoitado por um dia inteiro, sem direito à qualquer alimento ou sequer um pouco de água.
Durante sua sessão de tortura, ele chorava e pedia a Deus que lhe levasse, pois a sua dor era insuportável. Não só a dor da carne, mas também a dor de seus sentimentos, donde tanto fez para trazer a paz, alegria e saúde aos que agora açoitavam-lhe sem piedade.
Quanto mais o tempo passava, mais Pai Joaquim odiava tudo o que tinha feito pelo próximo, e o pior, começava a odiar a Deus pelas suas Leis e pelo que lhe tinha reservado à vida.
"Como podia um Deus tão bom e tão justo deixar que façam isso comigo? Eu que sempre zelei pelas suas leis e pelos seus ensinamentos? Eu que fui escravizado e o resto de minha vida fui condenado a trabalhar como um animal de carga? Deixaste-me, ó meu Deus, que me tratassem como um animal, quando o que mais queria era tratar meus semelhantes da forma mais humana, transmitindo-lhes o amor que o Senhor tanto tenta nos ensinar!!! Eu que era só amor agora me transformo em ódio, por tudo que fiz e que mereço agora são chibatadas neste corpo frágil e cansado do trabalho e do tempo!!! Onde estás meu Deus que não me protege nesta hora de minha maior agonia???"
Pai Joaquim deixou o plano terreno ao entardecer, quando a luz do sol já não lhe aquecia mais o corpo.
Viu-se envolto por uma névoa branca. Assustador o que sentia pois ainda levava consigo a dor dos chicotes, a saudade de seus irmãos... o amor pelos seus...
Só e perdido, começou a orar mais uma vez. Percebeu que ninguém lhe chegava, nenhuma alma vinha lhe prestar socorro ou ao menos lhe dizer o que fazer ou para onde ir.
Após um bom tempo de espera angustiosa, irritado com tal situação, começou a esbravejar:
"E agora??? Onde está esse tal Deus que vocês sempre me ensinaram que existe??? Que Deus é esse que simplesmente me deixou quando mais precisei Dele??? Que Deus é esse que ao invés de me ensinar o amor me ensinou a dor??? Que Deus é esse???"
Enquanto esbravejava, notou que não tocava seus pés no chão. Parou de falar por alguns instantes. Olhou para trás e viu que quem o segurava em seus braços era Jesus Cristo, que caminhava em direção ao Pai.
Jesus disse-lhe:
"- Tenha calma, meu velho, meu amigo, meu irmão, que sua dor já passou. E pra onde nós estamos indo nunca mais sentirás dor, nunca mais sentirás saudades, nunca mais sentirás solidão e terás a todos que ama ao vosso lado!"
A criança cuja enfermidade não foi possível curar hoje acompanha esse querido Preto-Velho em todos os trabalhos em que participa. Ela somente incorpora em médiuns que apresentam grande afinidade vibratória com Pai Joaquim e que estejam muito equilibrados durante o trabalho. Sua incorporação só é necessária quando determinada pelo Pai Joaquim.
O porque do nome de Pai Joaquim D'Angola e o seu chapéu de palha
Pai Joaquim (ou Iquemí) foi um forte guerreiro, filho prometido de uma família real africana, oriunda de Angola, África, para reinar junto ao seu povo.
Iquemí era príncipe majestoso, amava sua liberdade, seus amores, um legítimo filho de Xangô.
Mas entre guerra de brigar pelo poder, Iquemí foi aprisionado por uma tribo inimiga que o entregaram aos mercadores brancos.
Iquemí, o grande guerreiro, príncipe de sua tribo, estava em desespero. Preso como um animal, veio no porão de um navio aos gritos de desespero dos seus inimigos de cor.
O mercador de escravos, dono do navio onde vinha Iquemí, soube do destaque de ter um príncipe entre os outros escravos, observou o seu porte, sua beleza, seus dentes perfeitos e seu corpo musculoso, mas viu nos seus olhos que não se submeteria aos maus tratos em se tornar um escravo.
O mercador de escravos chama-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, descidiu então ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia.
Assim Iquemí chegou à Bahia e foi para a fazenda do mercador.
Mas Iquemí não aceitava ser escravo, o mercador se afeiçoou a Iquemí devido a sua valentia, sua força e destaque entre os negros, mal sabia que sobre a luz do espiritismo ambos eram almas afins unidos pelo destino.
Iquemí foi conquistando a amizade do senhor Manoel Joaquim, que só teve um filho que morreu cedo com a peste, gostava de Iquemí como de um filho e um dia lhe disse:
"- Negro, tu não tens um nome, um nome verdadeiro, um nome onde vais ser conhecido, vou pensar como te chamar."
O mercador adoeceu seriamente, antes de morrer batiza Iquemí de Manoel Joaquim de Luanda, um pedido de Iquemí.
Sua fama correu por terras, envelhecendo se tornou pai de todos, Pai Manoel Joaquim de Luanda ou Pai Joaquim D'Angola.
Seu papel na escravidão foi importantíssimo.
Promovia a paz entre seus irmãos de cor. Bondoso, um verdadeiro cristão, Pai Joaquim recebeu sei primeiro chapéu de palha dado por um bispo da igreja local quando sua cabeça já era toda branquinha.
Sofreu muito no cativeiro, mas jamais esqueceu sua grande e velha mão África.
Ao senhor, meu pai e querido amigo com quem tenho o grande prazer de trabalhar, saravá!
Autor: Desconhecido
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

São Cipriano e a Linha dos Pretos-Velhos

 

Muito se fala sobre São Cipriano mas poucos conhecem a história e a representação deste personagem tão controverso e tão misterioso. Muitos procuram os conhecimentos mágicos de São Cipriano mas poucos conhecem sua mais poderosa magia. Muitos pedem a São Cipriano mas poucos entendem seu real poder transformador. Portanto, hoje quero falar um pouco sobre a figura de São Cipriano e sua importante representação para a Umbanda.
Tascius Caecilius Cyprianus, nasceu na cidade de Antioquia, na Turquia. Foi nesta cidade que, quando o Cristianismo era apenas uma pequena seita religiosa, Paulo pregou o seu primeiro sermão numa Sinagoga, e foi também ali que os seguidores de Jesus foram chamados de Cristãos pela primeira vez.

Antioquia era a terceira maior cidade do império romano, conhecida pela sua depravação. Nesta metrópole conhecida por “Antioquia, a Bela”, ou a “Rainha do Oriente”, tal era a beleza da arte romana e do luxo oriental que se fundiam num cenário deslumbrante, a população era maioritariamente romano-helênica, e o culto dos deuses era a religião oficial. Alguns dos cultos religiosos estavam associados a deusas do amor e da fertilidade, pelo que a lascívia, perversão e a libertinagem eram famosas nesta cidade.

Foi neste ambiente religioso e cultural que Cipriano nasceu em 250 d.e.c., filho de Edeso e Cledónia. Nutria uma verdadeira vocação e gosto pelos estudos místicos e religiosos, sendo admitido num dos templos sagrados da cidade para realizar os seus estudos sacerdotais e místicos. Entrou assim em contato com as ciências ocultas, e aprofundou afincadamente os seus estudos de feitiçaria, rituais sacrificiais e invocações de espíritos, astrologia, adivinhação etc, dedicando a sua vida ao estudo das ciências ocultas. Ficou conhecido pelo epíteto de “O Feiticeiro”, alcançando grande fama sendo reconhecido como um poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios.

Por volta dos seus 30 anos Cipriano encontra-se na Babilônia, onde encontra a bruxa Évora. Estudando com ela, Cipriano desenvolve as suas capacidades premonitórias e outras matérias sobre as artes da bruxaria segundo as tradições místicas dos Caldeus. Após o falecimento da Bruxa Évora Cipriano herda os seus manuscritos esotéricos, dos quais extrai muito da sua sabedoria oculta.

Ao fim de algum tempo, Cipriano já domina as artes das ciências de magia negra contatando demônios. Diz-se que se tornou amigo intimo de Lúcifer e Satanás, para os quais conseguia angariar a perdição de muitas belas e jovens mulheres, o que muito agradava aos diabos, que em troca lhe concediam grandes poderes sobrenaturais.

Com esse poder infernal, Cipriano construiu uma carreira de bruxo com grande fama, produzindo grandes feitos, o que lhe valeu uma imprescindível reputação de grande feiticeiro. Muitas pessoas de todos os quadrantes geográficos procuravam os seus serviços místicos e os seus ganhos financeiros eram assinaláveis.

Cipriano foi autor de diversas obras e tratados místicos e era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido quando foi contatado por um rapaz de nome Aglaide. O rapaz estava ardentemente apaixonado por uma belíssima donzela cristã de nome Justine. Sendo rico Aglaide rapidamente encontrou o consentimento dos pais de Justine quanto a um casamento com ela, contudo a donzela professava uma forte fé cristã e desejava manter a sua pureza oferecendo a sua virgindade a Deus. Por esse motivo Justine recusou-se a casar. Desgostoso, mas com forte determinação em possuir Justine, Aglaide encomendou os serviços espirituais de Cipriano.

Cipriano usou de toda a extensão da sua bruxaria para fazer Justine cair nas tentações carnais, que a levariam a oferecer-se para Aglaide e renunciar à sua fé Cristã.

Cipriano fez uso de diversos trabalhos malignos, contudo nenhum deles surtiu qualquer efeito. Para espanto de Cipriano todo o batalhão de feitiços que usava era repelido pela jovem rapariga apenas através do sinal da cruz e das suas orações. Acostumado a fazer belas moças cair na tentação da carne e assim levá-las a entrar pelos caminhos da luxúria, Cipriano não conseguia entender o que estava acontecendo. Ele encontrou muitas dificuldades e noite após noite visitava a jovem Justine com a sua infernal quantidade de feitiços. Nada resultou.

Cipriano desiludiu-se profundamente com as suas artes místicas que até então tinham funcionado tão forte e infalivelmente, para agora serem derrotadas por uma mera donzela com fé no Deus de Cristo. Aconselhado por Eusébio, um amigo seu, e observando o poder da fé de Justine, Cipriano converteu-se ao Cristianismo. Assim fazendo-o, o feiticeiro destruiu todas as suas obras esotéricas e tratados de magia negra, assim como ofereceu e distribuiu todos os seus bens materiais e riquezas aos pobres.

Depois de se converter, Cipriano ainda foi fortemente atormentado pelos espíritos de bruxas que o perseguiam, mas teve fé e assim afastou de si tais aparições que apenas pretendiam reconduzi-lo aos caminhos da feitiçaria. A fama de Cipriano era contudo grande e as noticias da sua conversão ao cristianismo chegaram à corte do Imperador Diocleciano que tinha fixado residência na Nicomédia.

Cipriano e Justine foram perseguidos, aprisionados e levados ao imperador, diante do qual foram forçados a negar a sua fé. Justine foi despida e chicoteada, ao passo que Cipriano foi martirizado com um açoite de dentes de ferro. Mesmo com a carne arrancada do corpo a cada flagelação do chicote com dentes de ferro, Cipriano não negou a sua fé e Justine manteve-se sofredoramente fiel a Deus.

Perante a recusa de Cipriano e Justine em renunciar à sua fé, o imperador os condenou à morte sendo decapitados em 26 de Setembro de 304 d.e.c., juntamente com um outro mártir de nome Teotiso. Aceitaram a sua execução com grande fé e serenidade, tendo falecido com coragem e dignidade. Os seus corpos nem sequer foram sepultados, e ficaram expostos por 6 dias. Foi um grupo de cristãos que, comovidos pela barbaridade, recolheu-os.

Mais tarde, o imperador cristão Constantino (272 – 337 d.e.c. ) ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, localizada em Roma, que é a catedral do Bispo de Roma, ou seja: o papa. Foi na “Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput” (mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo) que São Cipriano, o santo e mártir, encontrou o seu eterno repouso.

Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino à vida no esplendor da sua existência: do diabo a Deus, dos demônios aos anjos, da feitiçaria à fé crista, da magia negra à magia branca, em tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu. Do pecado à virtude, da luxúria à santidade, da riqueza à pobreza, do poder à martirização, se alguém é digno de um percurso de existência completo, rico e enriquecedor, eis que este santo assim o representa.

Controverso e polêmico, São Cipriano é a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência das mais diversas realidades espirituais (do mais profano excesso, à mais sacrificada ascese) encontra corpo na vida e obra deste feiticeiro e mártir.

E VOCÊ SABIA que a Linha das Almas ou Linhas dos Pretos-Velhos também é conhecida como Linha de Yorimá ou Linha de São Cipriano e que dentro dessa linha de trabalho encontram-se pretos-velhos com o nome simbólico de Pai Cipriano?

Veja só, a Vibração de Yorimá é a Potência da Palavra da Lei, Ordem Iluminada da Lei, Palavra Reinante da Lei. Esta Linha ou vibração é composta pelos primeiros espíritos que foram ordenados a combater o mal em todas as suas manifestações, são verdadeiros magos que usam da roupagem fluídica de Pretos Velhos, ensinando as verdadeiras “mirongas” sem deturpações. São os Mestres da Magia e experientes devido às seculares encarnações.

Esta Linha, que ora se diz como linha dos Pretos-velhos, ora como dos Africanos, de São Cipriano, das Almas, tem como Chefes principais Pai Guiné, Pai Tomé, Pai Arruda, Pai Congo de Aruanda, Mãe Maria Conga, Pai Benedito e Pai Joaquim. São entidades muito evoluídas que há vários milênios encarnaram e desencarnaram adquirindo, assim, muita experiência no dia a dia da humanidade. Eles são a DOUTRINA, a FILOSOFIA, Mestrado da Magia, em fundamentos e ensinamentos.

Os Preto-Velhos da Umbanda representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam pois curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam aqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e religião.

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores onde foram negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam, escolheram ou foram escolhidos para voltar à Terra em forma incorporada de preto-velho.

Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor, Amor a Deus e a Você mesmo.

Tenha certeza, assim como a transformação que ocorreu na vida de São Cipriano, os Pretos Velhos transformam a nossa vida se houver Amor.

É incrível o poder que o Amor, e consequentemente nossos queridos Pretos Velhos, tem de transformar as pessoas.

É absolutamente incrível a transformação que os Pretos Velhos são capazes de fazer na vida, no íntimo e no envolta das pessoas. É absurdamente incrível como o amor, simples e puro, é capaz de transformar.

Triste daquele que ainda não sabe amar. Triste daquele que ainda não conhece esse poder. Triste daquele que ainda não foi tocado pelo Amor de um Preto Velho!

Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade, mas se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS
- Pai Cipriano através do médium Etiene Sales 09/97

Texto de Mãe Mônica Caraccio, do blog Minha Umbanda.

IMPORTANTE: Não altere, comercialize ou utilize de forma  leviana o texto ou a imagem. Caso queira publicar algum  conteúdo, coloque as fontes e o autor(a). Respeite o trabalho intelectual.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Bezerra de Menezes

IMPORTANTE MENSAGEM PARA CONHECIMENTO E REFLEXÃO ...

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Bezerra de Menezes

MENSAGEM MEDIÚNICA DE BEZERRA DE MENEZES

Por Divaldo Franco

(13.11.2010 – Los Angeles)

Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do Quotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizados, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta Quotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra.

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