sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Bezerra de Menezes

IMPORTANTE MENSAGEM PARA CONHECIMENTO E REFLEXÃO ...

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Bezerra de Menezes

MENSAGEM MEDIÚNICA DE BEZERRA DE MENEZES

Por Divaldo Franco

(13.11.2010 – Los Angeles)

Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do Quotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizados, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta Quotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra.

Postado por: http://www.grupos.com.br/blog/aluara/permalink/43612.html

Histórias do Vale do Amanhecer

 

Tia Neiva2

Salve Deus!

Na Terra era ainda madrugada, mas no Canal Vermelho as luzes se sucediam produzindo climas tristes e alegres conforme as nuances.
A Cla­rividente sempre se extasiava com esse jogo de luzes que presenciava, também em outros lugares do etéreo.
O fenômeno produzido pela luz solar tinha alguma semelhança com as luzes que se projetavam nos palcos dos Teatros.
Amanto chegou e depois de cum­primentar Tia afetuosamente, foi logo dizendo:
- Venha, vou lhe mostrar as coisas que precisa saber a respeito do Canal Vermelho.
Vi como você ficou impressio­nada com aquele caso de ontem.
- Realmente fiquei um tanto confu­sa (respondeu Neiva).
- Aqui vivem espíritos em trânsito, pessoas que não completaram seus programas na Terra.

Enquanto ele falava, a Clarividente aperfeiçoava a noção de que as coisas ali pareciam com as da Terra. As ár­vores, porém são todas simétricas e a relva fazia pensar naquela grama de nylon que se usa em certos estádios. No meio da relva apareciam algumas flores amarelas semelhantes às mar­garidas. Em meio ao verde azulado apareciam as casas, verdadeiras man­sões cujo colorido era estranho.
- Não se enleve muito Neiva, seja natural e objetiva.
A observação de Amanto quase a encabulou, porém acostumada como estava com esse tipo de disciplina, agra­deceu e seguiram.
Aproximaram-se de um prédio maior em cuja fachada havia um grande letrei­ro. Suas luzes apagavam e acendiam como nos luminosos da Terra e nele se lia: “Credo Universal”. Como Amanto não a convidou para entrar, Tia com facilidade projetou sua visão no interior e logo percebeu o que ali passava. Acostumada, porém, com a didática de Amanto, ficou na expectativa. Não demorou muito e notou que se formava uma fila na entrada, mas, que as pes­so­as permaneciam como que indecisas.

Para o seu espanto o letreiro mudara como por encanto e se lia claramente a palavra “Umbanda”.
- São umbandistas?
E porque não entram?
- Sim
São Médiuns recém chegados da Terra,
Médiuns umbandistas que cometeram faltas contra as leis da Umbanda.
- Faltas? Que espécie de faltas?
- Comerciaram, negociaram sua mediu­nidade e com isso deturparam essa doutrina tão bela que é a Um­banda.
- Agora, o que vai lhes acontecer?
- Agora vão sofrer um pouco; vão se conscientizar até que cheguem seus cobradores para os reajustes.
- Reajustes?
Como?
- Com as pessoas que lhes deram dinheiro e com os exus fora da lei com quem trabalharam.
Como você sabe Neiva, os exus fora da lei são um pouco produto da ganância dos seres huma­nos.
As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças.
O Médium que os invoca lhe dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas e isso nada tem a ver com a umbanda.
Enquanto Amanto falava, a Clarivi­dente prestava atenção na intensa atividade de espíritos que iam e vinham nos seus afazeres e missões. Subita­mente tudo mudou as cores ambientais, a atitude das pessoas, as paisagens; formou-se um ar de mistério e hostili­dade palpável. Tia teve medo e per­guntou:
- Amanto, qual é a minha finalidade aqui?
- Em todo lugar que você estiver Neiva, é sempre para emitir, para proporcionar.
Ela não entendeu e ficou na mes­ma, enquanto Amanto prosseguia:

- Acabam de se libertar de Pedra Branca três espíritos e esse é o motivo pelo qual eu a trouxe aqui hoje.
Veja, lá vem eles!
Das três figuras que se aproxi­mavam da mansão, dois homens e uma mulher, destacava-se a figura de um homem amorenado, aparentando 50 anos e de semblante triste. Ele ca­minhava com ar inseguro, olhando de um lado para o outro como se estivesse coagido.
- Este homem (disse Amanto), foi um grande dirigente umbandista e toda essa mudança de ambiente que você percebeu se deve à sua presença aqui.
Fazendo eco as palavras de Aman­to, ouvia-se o clamor de muitas vozes que aclamavam o recém chegado com entusiasmo, contrastando com o am­biente sombrio.
- Esses que estão com ele, o homem e a mulher, morreram juntos com ele?
- Não! O casal já desencarnou há algum tempo, ao passo que “Mestre” Jacó fez sua passagem há apenas oito dias.
De repente a mulher percebeu a si­tua­ção e saiu correndo e Tia Neiva assustada gritou:
- Amanto! Olhe, acho que não há condições aqui para ela!
- De fato Neiva, a situação dela é bastante difícil. Ela enganou Mestre Jacó, explorou demais a sua boa von­tade, fazia-se de vítima e traçava o retrato do marido à sua maneira. Mestre Jacó deixou-se enganar e apesar de suas boas intenções acabou proce­dendo desonestamente. Essa atitude de uma falsa justiça provoca débitos cár­micos e a vingança se torna impe­rativa.
Tia então perguntou como seria resolvido aquele drama e Amanto lhe responde que cada um teria o que merece.
- A justiça de Deus é feita (pros­segue Amanto), mas, é cobrada por missão, esclarecendo e evoluindo ao mesmo tempo.
- Como se passou mesmo esse drama na Terra?
- A mulher Tânia Maria, procurou Mestre Jacó e pediu que punisse seu marido José. O romance que ela contou fez com que Jacó se compadecesse dela. Na verdade, Tânia e José estavam em plena fase de reajustes cármicos. As Entidades Cobradoras ali estavam também em plena atividade cármica. Jacó invocou os Exus e os Cobradores fizeram o resto. Se ele não abrisse o campo de trabalho, se não servisse de instrumento, o reajuste se faria dentro da normalidade cármica. Agora sou eu que lhe pergunto Neiva, o que você faria num caso desses?
- Faria como sempre faço. Esses ca­sos são muitos e eu como Clari­vi­dente tenho muita cautela, procu­ran­do entender o problema de um e de outro; eu analiso o fato com Mãe Calaça e fecho os ouvidos aos lamentos ou queixas. Depois de receber as ordens de Calaça eu procuro ajudar a parte mais obsediada melhorando suas vibra­ções.
Pai Seta Branca sempre diz que o homem quando é feliz ele é bom.
Eu então procuro proporcionar algo bom ao injustiçado, ou melhor, ao que se diz injustiçado.
Evito sempre uma po­sição emocional, pois o meu juramento a Jesus não permite isso.
Trabalho bus­cando o equilíbrio da mente com o coração e nesses casos prevalece à mente.
-A intenção do mestre Jacó (continuou a Clarividente) foi de ajudar, e foi muito boa.
Mas ele sentia as pessoas pelo coração deixando-se impressionar pelo que ouvia e isso é perigoso.
Até mesmo o maior assassino zombador das leis, se considera um injustiçado e, além disso, é perigoso julgar, quando se esta no meio de tão terríveis complexidades. Antes de tudo a gente deve ver a nossa imensa responsabilidade.
É verdade Neiva, sua evolução está sendo cada vez maior.
-Sabe de uma coisa Amanto?
Às vezes tenho vontade de passar um fecho na minha boca.
-Ai você pagaria por preguiça e egoísmo; continue como está que vai muito bem.
Salve Deus!

O texto acima está como "autoria desconhecida" no entanto faço questão de reconhecer quem seja o autor.
O subtítulo "Tia Neiva testemunha 'desencontros' Umbandistas no astral" não faz parte do texto "origional".
Tia Neiva é a idealizadora do Vale do Amanhecer, mundialmente conhecidos.
Coloco abaixo foto e texto extraidos do site:
http://anoro-araguari.blogspot.com/2008/01/homenagens-tia-neiva-filme.html
Com a aproximação do Terceiro Milênio, surgiu a necessidade de, mais uma vez, ser feita a integração das raízes capelinas neste planeta.
Um espírito foi preparado, na Espiritualidade Maior, para trazer à Terra a Doutrina de Pai Seta Branca, após experiência de muitos milênios, portando a força dos Equitumans, a ciência dos Tumuchy´s e tendo como principal missão a reunião dos Jaguares e a criação da figura inovadora do Doutrinador, manipulando as forças projetadas pela Corrente Indiana do Espaço e pelas Correntes Brancas do Oriente Maior.
Reencarna no sertão brasileiro, em Propriá, Sergipe, como uma menina que se chamou Neiva, nascida a 30 de outubro de 1925 e que desencarnou em Brasília, DF, no dia 15 de novembro de 1985, já tendo cumprido sua jornada em meio a muitas dificuldades e grandes realizações.
Em 1949, com 22 anos e quatro filhos, Neiva ficou viúva e teve que buscar seu sustento. Começou sua vida profissional em Ceres, onde montou o “Foto Neiva”, tirando retratos e vendendo material fotográfico, mas teve que desistir, por recomendação médica. Com sua forte personalidade, ela não se deixou abater. Comprou um caminhão e tirou habilitação profissional, a primeira concedida a uma mulher no Brasil, e começou a transportar cargas por todo o país.
- Nossa vida era muito boa! Tudo, ao lado de mamãe, era divertido. Parecia até que o caminhão escolhia o lugar certo para quebrar alguma peça ou furar o pneu. Se era perto de um rio, nós descíamos para tomar banho e brincar, enquanto ela preparava alguma coisa para a gente comer. De vez em quando, ela tirava o violão da sacola e começava a tocar... (Carmem Lúcia - filha de Tia Neiva)
Sempre em lutas e preocupações permanentes - os pais, que não aceitavam aquela estranha profissão para uma mulher; os sogros argentinos, que queriam a guarda dos dois filhos meninos; os estudos das crianças; etc.
Neiva saiu de Ceres e fez verdadeira peregrinação por outros lugares: Uberlândia (MG), Barretos (SP), Paranavaí (PR) e Itumbiara (GO). Em 1957, fixou-se em Goiânia (GO) e passou a dirigir ônibus, porém, mantendo seus caminhões em serviço. Nesse mesmo ano, com a oportunidade da construção da nova capital - Brasília -, Neiva mudou-se com a família para o Núcleo Bandeirante, ponto inicial das obras da nova cidade, trabalhando com caminhões na NOVACAP.
Ainda com 32 anos, sua mediunidade abriu-se: revelou-se sua clarividência. Durante mais um tempo, Neiva via e ouvia os espíritos e podia prever o futuro e revelar o passado das pessoas, o que a deixava desesperada por ter tido uma formação familiar rigorosamente católica.
Sua trajetória, então, passou por penosa adaptação para aceitação de sua missão. O potencial de Tia Neiva não pode ser resumido na clarividência, pois ela foi dotada de mediunidade universal, isto é, possuía todos os tipos de mediunidade, qualidade peculiar de um ser Iluminado, pois, segundo a Lei dos Grandes Iniciados, somente um Iluminado pode iniciar alguém.
Essa condição permitiu que, dentro de modestas e simples condições, Tia Neiva vivesse e agisse, simultaneamente, em vários planos existenciais com plena consciência em cada um desses planos, visualizando o passado ou o futuro, traduzindo suas visões em termos coerentes e racionais. Podia ver e conversar com seres de outras dimensões e de planos inferiores ou superiores, realizava transportes e desdobramentos, o que permitiu que fizesse um curso no Tibete, com o Mestre Humarram, sem que seu corpo físico se deslocasse do Vale do Amanhecer.
Em 1958 deixou o Núcleo Bandeirante, onde começara sua missão espiritualista, e junto com seus filhos Gilberto, Carmem Lúcia, Vera Lúcia e Raul, e mais cinco famílias espíritas, fundou, em 8 de novembro de 1959, a União Espiritualista Seta Branca - UESB, na Serra do Ouro, próximo a Alexânia, Goiás, dando início à missão que recebera de Pai Seta Branca.
Em um rústico templo iniciático, pacientes eram atendidos pelos médiuns que ali residiam, em construções de madeira e palha. Tia Neiva mantinha ali, também, um hospital e um orfanato com cerca de oitenta crianças. Plantavam, faziam farinha para vender, pegavam fretes, e tudo era válido para ajudar na manutenção do grupo.
Em 9 de novembro de 1959, Tia Neiva ingressou na Alta Magia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em 1964 mudou-se para Taguatinga, onde funcionou a Ordem Espiritualista Cristã e sendo Tia Neiva, mais uma vez, internada por causa da tuberculose.
Após trabalhosa busca para encontrar o local certo para se fixar, Tia Neiva e seu grupo chegaram a Planaltina, DF, em 9 de novembro de 1969, onde fundou o atual Vale do Amanhecer.
Pela Doutrina, Tia Neiva implantou a importante conduta doutrinária em seus médiuns, capacitando-os ao atendimento sob a ação das forças iniciáticas, sem precisar da manifestação dos pacientes, que não precisam revelar quem são, o que fazem ou de onde vêm.
Vivificando o Evangelho de Jesus, simples e humana, foi Tia Neiva uma grande mãe para todos nós, sempre nos tratando com amor e carinho, compreensão e tolerância, suavemente nos impondo o respeito e a obediência a ela devidos como líder de uma Corrente cuja grandeza e limites não podemos alcançar.
Sua vida, suas dificuldades, seu sofrimento, sua Doutrina, de tudo consta uma grande parte nos diversos trabalhos editados pelas Obras Sociais da Ordem Espiritualista Cristã, atual entidade que administra o Vale do Amanhecer - “Sob os Olhos da Clarividente”, “2000 - A Conjunção de Dois Planos” e “Minha Vida, Meus Amores”.
No Evangelho de João (XIV, 12 a 17 e 26), nos é transmitida a palavra de Jesus: Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai! E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei! Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre: o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós os conheceis, porque habita convosco e estará em vós! (...) Mas aquele Consolador - o Espírito Santo - que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito!
Na Doutrina do Amanhecer, sabemos que somos espíritos imortais, dotados de livre arbítrio e da consciência de nossas missões, trazendo em nosso espírito as marcas das vivências em diversos mundos, em diferentes épocas, buscando o nosso desenvolvimento para que melhor possamos manipular as forças que nos competem, agindo na Lei do Auxílio em benefício de nossos irmãos encarnados e desencarnados, aliviando nosso carma pela Lei de Causa e Efeito, procurando a afinidade com nossos irmãos evoluídos e a harmonia com os Espíritos de Luz, através da busca do conhecimento e aprimoramento de nossa conduta doutrinária.
E tudo isso devemos à nossa Mãe Clarividente, Tia Neiva, Koatay 108, que representa, para nós, aquele ESPÍRITO DA VERDADE, porque nos trouxe uma nova esperança, através desta Doutrina que nos libertou de dogmas religiosos e superstições, fazendo, em nossas mentes, a substituição de velhos ensinamentos, que exigiam a fé cega e desprezavam a razão, por noções simples e claras, com bases científicas, com idéias diretas e profundas que nos permitem entender o Universo que nos cerca, buscando o precioso veio da verdade nas diferentes correntes, religiões, seitas e filosofias, onde podemos buscar as grandes linhas trazidas de Capela, nos harmonizando e conciliando a Fé e a Ciência que nos impulsam para a Nova Era.
Tia Neiva era portadora de 108 mantras, forças de origem extra-cósmica, que implantou nos trabalhos do Amanhecer. 108 é um número cabalístico. Temos, no budismo, 108 imperfeições humanas; são, no hinduísmo, 108 os nomes do deus Krishna; na China, a astrologia nomeia 108 estrelas sagradas. Quando da energização da Estrela Candente, no Vale, Tia Neiva preparou 108 portais de desintegração, um em cada esquife, para as passagens dos espíritos trabalhados no ritual.
Em mensagem de 9 de abril de 1978, Tia Neiva nos disse: “...É somente pela força do Jaguar, nesta Doutrina do Amanhecer, e na dedicação constante de nossas vidas, por amor, que podemos manipular as energias e transformar o ódio, a calúnia e a inveja em amor e humildade, nos corações que, doentes do espírito, permanecem no erro. Quantos se perdem por falta de conhecimento e por não terem a sua lei. Nós temos a nossa Lei, que é o amor e o espírito da verdade! Vamos amar, e na simplicidade de nosso coração, distribuir tudo o que recebermos, na Lei do Auxílio, aos nossos semelhantes...” Colaboração: Adalgiza Caldeira.

Fonte: http://www.temploganoro.com.br/neiva.htm

Postado por: Comunidade de Umbanda São Sebastião

Fonte da imagem:
http://anoro-araguari.blogspot.com/2008/01/homenagens-tia-neiva-filme.html

http://www.comunidadeumbanda.blogspot.com/2009/08/historias-do-vale-do-amanhecer.html

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Chico Xavier

 

Chico Xavier

INFÂNCIA

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 2 de abril de 1910.
Filho de operário inculto e de humilde lavadeira, ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade.
Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.
Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: "Tenha paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho.
E quem não sofre não aprende a lutar".
O menino aprendeu a apanhar calado, sem chorar.
Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.
Algum tempo depois, terminou seu martírio.
Seu pai casou-se novamente e sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu carinhosamente, a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados.
A situação era difícil.
A guerra acabara e graçava a gripe espanhola.
O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar.
Foi então que a boa madrasta teve uma ideia: plantar uma horta e vender os legumes.
Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a frequentar as aulas.

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